Motoristas por app protestam em Salvador contra projeto que regula categoria

O protesto reúne motoristas e entregadores que protestam contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025

Por Dinaldo dos Santos.

Condutores de carros e motocicletas que atuam no transporte por aplicativo realizam uma manifestação nesta terça-feira (14), em Salvador. O ato reúne motoristas e entregadores que protestam contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho nas plataformas digitais.

Manifestação de motorista por aplicativo no CAB. Foto: Reprodução | VídeoAplicativo

Os manifestantes se reuníram no Centro Administrativo da Bahia e saíram em direção à Avenida Paralela. A mobilização ocorre em meio ao aumento da insatisfação da categoria em todo o país. Os profissionais alegam que a proposta pode impactar diretamente a renda e a autonomia do trabalho por aplicativo, ponto considerado essencial para quem depende da atividade.

O projeto estava previsto para ser votado nesta terça-feira por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. No entanto, um pedido de adiamento foi encaminhado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o que ampliou a mobilização da categoria em diversas capitais.

No CAB, os manifestantes ocupam vias e áreas próximas a prédios públicos, exibindo cartazes e promovendo buzinaços para chamar a atenção das autoridades. 

Assista:

Transporte por app em Salvador: desafios e impactos

Nos últimos anos, os aplicativos de transporte se tornaram parte essencial da mobilidade urbana em Salvador.

Plataformas como Uber, 99 e InDrive ocupam um espaço crescente no cotidiano dos soteropolitanos, oferecendo alternativas ao transporte público em uma cidade marcada por desafios estruturais, longos deslocamentos e desigualdade no acesso à mobilidade.

No entanto, a popularização desses serviços também escancara problemas antigos e cria novas demandas para a infraestrutura urbana, especialmente em áreas periféricas e de grande circulação.

A falta de infraestrutura adequada para embarque e desembarque é uma realidade na capital baiana. Como aponta o urbanista Daniel Caribé, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA, a cidade sofre com sérias deficiências de microacessibilidade,ou seja, o trajeto entre o ponto de embarque e o destino final, como portas de estabelecimentos, que muitas vezes não conta com calçadas acessíveis, sinalização ou áreas de espera para motoristas.

A insegurança pública também é um fator relevante. Em bairros como Pau da Lima, motoristas relatam medo de assaltos e evitam certas rotas após determinados horários. Segundo Caribé, “os motoristas e passageiros acabam pagando pela ausência de planejamento urbano e políticas de segurança eficazes”. Além disso, muitos motoristas enfrentam jornadas longas, baixa remuneração e falta de apoio das plataformas em situações de risco ou conflito.

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