Músico que sobreviveu ao acidente de Zau O Pássaro recebe alta após um mês
Percussionista de Zau O Pássaro recebe alta hospitalar após passar um mês internado em Feira de Santana, depois do acidente que matou o cantor.
Por Taís Rocha.
Após um mês de internação, o percussionista Cleiton "Rhato" Santos Reis, de 35 anos, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (5). O músico estava no carro que se envolveu no acidente que matou o cantor Zau O Pássaro, na BR-116, em Feira de Santana, no último dia 4 de maio.

Recuperação em casa
Integrante da banda de Zau O Pássaro, Rhato acompanhava o cantor durante a viagem quando o veículo colidiu na lateral de um caminhão. Desde então, o percussionista permaneceu sob cuidados médicos e passou por um intenso processo de recuperação.
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A informação sobre a alta foi divulgada por Magally Morena, esposa do músico, por meio das redes sociais. Segundo ela, Rhato segue o tratamento em casa, mas ainda não está recebendo visitas.

Relembre morte de Zau O Pássaro
O acidente aconteceu na BR-116, no dia 04 de junho deste ano, em um trecho de Feira de Santana. Zau O Pássaro morreu no local após o carro em que viajava bater na lateral de um caminhão. O cantor retornava de uma apresentação em Barreiras, no oeste da Bahia. O enterro aconteceu em Conceição do Almeida, cidade natal do cantor, no dia 05 de maio.

Conhecido no cenário do pagodão baiano, Izac Bruno Coni Silva, nome de batismo de Zau O Pássaro, ganhou notoriedade inicialmente como cover e, posteriormente, consolidou a carreira com músicas autorais. Entre os trabalhos de destaque estão a canção “Tudo Que Bate nos Paredões”, lançada em 2025, além de parcerias com artistas do gênero, como o cantor Xanddy Harmonia.
Quem era Zau o Pássaro
Izac Bruno Coni Silva, conhecido artisticamente como Zau O Pássaro, passou a ser reconhecido e ganhou destaque na música baiana nos dois últimos anos ao se tornar cantor de pagode. O músico de 27 anos se tornou um dos nomes promissores do ritmo.
Natural de Conceição do Almeida, no Recôncavo da Bahia, Zau era pai de duas garotas, fruto de um relacionamento com Mariana Maia. Sua trajetória na música se iniciou ainda na infância, cantando na igreja e, na adolescência, tocando guitarra em bandas de forró.
O artista construiu sua carreira produzindo canções em um estilo musical que mistura pagode, MPB e influências da cultura popular baiana.
Polêmica de Zau o Pássaro com Igor Kannário:
Zau ficou conhecido por iniciar sua carreira realizando covers e cantando músicas do cantor Igor Kannário. Com as regravações, ‘Zau Kannário', como era conhecido naquela época, viralizou nas redes sociais e seus vídeos ganharam repercussão por conta da semelhança de voz entre os dois.
Em entrevista ao Aratu Tá ON, o pagodeiro revelou ser fã de Kannário e que gostava ao ser comparado com o cantor: "Tenho orgulho de ser comparado a um artista do tamanho do Kannário".
Entretanto, mesmo com a “admiração”, o uso do apelido culminou em uma disputa judicial entre os dois. O processo que tramitou no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) teve decisão favorável a Kannário, estabelecendo multa de R$ 100 mil. A multa seria aplicada caso Zau utilizasse o apelido ou qualquer variação fonética semelhante à marca já registrada pelo cantor no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O nome Kannário, por ser uma marca registrada de Igor, desde 2016, foi retirado do artista do recôncavo, que passou a utilizar o nome “Zau O Pássaro”. A partir daí, o músico iniciou uma nova trajetória musical, passando a investir em um repertório particular, direcionado ao pagode baiano, com músicas voltadas para paredões.
Apesar disso, durante comoção após morte de Zau o Passáro, o cantor Igor Kannário chegou a prestar uma homenagem. Em uma publicação feita em uma rede social, o artista baiano declarou: “Antes de sermos artistas, somos seres humanos”.

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