Salvador recebe congresso sobre equidade de gênero pela primeira vez
Congresso sobre equidade de gênero homenageia Maria Quitéria e marca presença no dia 19 a 21 de agosto pela primeira vez em Salvador; confira
Por Laraelen Oliveira.
O Congresso CONAMP Mulher está em sua terceira edição e chega pela primeira vez em Salvador para promover um debate nacional sobre equidade de gênero e modernidade no sistema de justiça. O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de agosto na Casa Pia e no Trapiche Barnabé.
O congresso é promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) em conjunto com a Associação do Ministério Público da Bahia (AMPEB), o tema do encontro vai ser “Mulher 4.0: A Evolução do Ministério Público em Perspectiva de Gênero”.
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O presidente da AMPEB, Lucas Santana, celebra a chegada do evento na capital baiana. "Receber o CONAMP Mulher em Salvador é uma oportunidade ímpar para o Ministério Público. Além de promover uma rica troca de experiências com outras unidades da federação, podemos compartilhar os avanços que a Bahia tem capitaneado neste sentido, com nossas políticas de equidade e o compromisso firme na defesa das mulheres contra qualquer tipo de discriminação, assédio ou violência".
Congresso sobre equidade de gênero homenageia heroína baiana
A nova edição irá homenagear Maria Quitéria, heroína baiana da Independência do Brasil e reconhecida pela coragem, liderança e quebra de barreiras.
Na programação do evento contará com nomes do cenário jurídico e político nacional. Estão confirmadas a presença da ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman, além das conselheiras do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ivana Cei, Karen Luise e Greice Stocker.
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O presidente da CONAMP, Tarcísio Bonfim, destaca a representatividade de lideranças no congresso e reflete a relevância do tema para o Ministério Público. "Debater a equidade de gênero nesses espaços públicos de poder é uma condição elementar para construirmos instituições mais plurais. A trajetória e a experiência das autoridades presentes neste encontro nos inspiram a superar desafios históricos e a impulsionar um Ministério Público mais forte e comprometido com a igualdade de oportunidades", conclui.

A programação completa e as atualizações sobre os conferencistas convidados podem ser acompanhadas diretamente no site oficial da CONAMP.
O congresso sobre equidade de gênero veio em um importante momento de protagonismo feminino. O Aratu On reuniu histórias de mulheres baianas que mostram como a presença feminina tem crescido em profissões historicamente ocupadas por homens.
É o caso da agente da Transalvador Isabel Tinel, primeira mulher a integrar o Grupo de Ações Rápidas no Trânsito (GART), da coronel Ivana Teixeira Andrade, primeira mulher a alcançar o posto máximo da Polícia Militar da Bahia, e da supervisora de tráfego do Metrô de Salvador, Tacila Malvar, que lidera uma equipe em um setor tradicionalmente masculino. Apesar dos avanços, elas relatam que ainda enfrentam desafios relacionados ao preconceito e à necessidade constante de provar sua competência.
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Desemprego recua na Bahia, mas mulheres continuam em desvantagem no mercado de trabalho
Embora o mercado de trabalho na Bahia apresente sinais de recuperação, o estado ainda enfrenta desafios importantes, como a elevada informalidade, os baixos salários e as desigualdades de gênero, que dificultam a geração de empregos de qualidade e a atração de novos investimentos.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE em 15 de agosto de 2025, mostram que a taxa de desocupação caiu de 11,1% no primeiro trimestre para 9,1% no segundo, o menor índice para o período desde o início da série histórica, em 2012. Apesar da melhora, a Bahia ainda registra a segunda maior taxa de desemprego do país.

Os levantamentos analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) também evidenciam a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, enquanto a taxa de desemprego entre os homens é de 5,8%, entre as mulheres chega a 10,8%, quase o dobro. Os números reforçam que, apesar dos avanços, as mulheres seguem enfrentando maiores dificuldades para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.
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