Alfabetização na Bahia: Inep revela cidades com melhores e piores índices
Confira, na reportagem, o ranking com os municípios baianos que registraram os melhores resultados no indicador
Por Bruna Castelo Branco.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na última terça-feira (31), os resultados por município do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), que mede o nível de alfabetização de estudantes do 2º ano do ensino fundamental em todo o país. Confira, a seguir, o ranking com os municípios baianos que registraram os melhores resultados no indicador, utilizado para monitorar o avanço da aprendizagem básica.
Com 50% de crianças alfabetizadas nas escolas municipais, Salvador aparece em 318º lugar, apresentando piora em relação ao ano anterior, quando ocupou a 182ª colocação com 37%, indicando que a educação soteropilitana não avançou tanto quanto em outras cidades do estado.

A cidade da Bahia com melhores resultados é Licínio de Almeida, no sudoeste do estado, que chegou a 99% de alunos alfabetizados em 2025, superando a meta do Ministério da Educação (MEC), que era de 77%. Itiruçu, também no sudoeste da Bahia, foi o município que demonstrou maior avanço: em um ano, saiu de 30% de crianças alfabetizadas para 92% em 2025. Caatiba, no Centro-Sul Baiano, também registrou um avanço considerável: de 50% de alfabetizados em 2024, pulou para 92% em 2025, ultrapassnado a meta de 59%. Em todas essas cidades, o índice de alfabetização é 5, nota máxima do Inep.
As 10 cidades baianas com melhores índices de alfabetização infantil:
- Licínio de Almeida - 99% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 77%);
- Malhada de Pedras - 96% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 73%);
- Itatim - 94% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 61%);
- Mortugaba - 94% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 72%);
- Caatiba - 92% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 59%);
- Itiruçu - 92% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 47%);
- Érico Cardoso - 91% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 72%);
- Pintadas - 90% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 69%);
- Jacaraci - 99% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 77%);
- Ipupiara - 89% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 71%).

Piores índices da Bahia
Entre os municípios que não alcaçaram a meta estabelecidade pelo Ministério da Educação para o ano de 2025 estão: Pedro Alexandre, Casa Nova, Itaju do Colônia, entre outros. Na Região Metropolitana de Salvador, Lauro de Freitas figura com o pior resultado, com 39% de crianças alfabetizadas na rede municipal, abaixo do objetivo, que era 44%. Em todas essas cidades, o índice de alfabetização é 0, nota mínima do Inep.
As 10 cidades baianas com piores índices de alfabetização infantil:
- Pedro Alexandre - 21% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 44%);
- Casa Nova - 24% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 28%);
- Itaju do Colônia - 24% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 36%);
- Arataca - 31% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 32%);
- Lamarão - 32% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 38%);
- Olindina - 33% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 48%);
- Serrinha - 33% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 41%);
- Uruçuca - 35% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 45%);
- Itabuna - 36% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 46%);
- Inhambupe - 37% de alunos alfabetizados (a meta de 2025 era 44%).
O índice é calculado a partir das avaliações aplicadas pelos estados no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), iniciativa voltada para garantir que crianças estejam alfabetizadas na idade adequada.
Salvador
Salvador registrou o quarto maior crescimento no índice de alfabetização infantil entre as capitais brasileiras, segundo dados divulgados pelo MEC. De acordo com o levantamento, o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental saltou de 36,8% em 2024 para 50,3% em 2025. O aumento de 13,6 pontos percentuais coloca Salvador entre as capitais com melhor desempenho na alfabetização na idade certa.
No ranking nacional, Salvador fica atrás de Teresina, Florianópolis e Cuiabá, que registraram crescimentos superiores no período. Os dados fazem parte do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC. O indicador mede o nível de alfabetização de estudantes do 2º ano e integra a meta nacional de alcançar 80% de crianças alfabetizadas até 2030.

Para que serve o indicador?
Os dados apresentados pelos municípios são utilizados para acompanhar o avanço da alfabetização e o cumprimento das metas estabelecidas entre os entes federativos. As informações também permitem que pesquisadores, gestores e outros interessados tenham acesso detalhado aos resultados, possibilitando análises mais amplas sobre a alfabetização no país.
De acordo com o Inep, os resultados apresentados pelos municípios são fundamentais pra acompanhar o avanço da alfabetização e o cumprimento das metas pactuadas pelos entes federativos. O órgão acrescenta que os dados permitem também que pesquisadores, gestores e demais interessados tenham acesso detalhado às informações coletadas, possibilitando análises mais aprofundadas sobre a realidade da alfabetização no país.
Segundo o Inep, “o Indicador Criança Alfabetizada é formado a partir de um teste, no qual cada estudante responde a 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual”. O instituto explica ainda que “o Inep cede um conjunto de itens que comporão os testes que serão aplicados pelos sistemas estaduais de avaliação, e, posteriormente, o indicador é calculado a partir do alinhamento nacional dos dados apurados por essas avaliações”.

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