Chico Santana leva arte e identidade baiana para exposição em Salvador
Chico Santana apresenta obras que retratam emoções, cotidiano urbano e identidade baiana em mostra gratuita na capital
Por Laraelen Oliveira.
A cena artística de Salvador ganhou um novo destaque com a estreia da primeira exposição individual do jovem pintor baiano Chico Santana. Aos 18 anos, o artista apresenta cerca de 20 obras em acrílica sobre tela no espaço Oito Imagem Coworking, reunindo retratos, expressões humanas e cenas inspiradas no cotidiano da capital baiana.
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A exposição foi inaugurada no dia 25 de abril de 2026 e permanece aberta ao público por três meses, com entrada gratuita. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Oito Imagem Coworking, em Salvador. A abertura contou com a presença da cantora Cacá Magalhães e convidados do cenário cultural local.
Arte jovem e identidade urbana
Aos 18 anos, Chico Santana chama atenção pela autenticidade das obras e pela forma como transforma experiências do cotidiano em linguagem visual. Em entrevista, o artista revelou que a relação com a arte começou ainda na infância.
“Eu desenho a vida toda. Antes mesmo de saber escrever ou falar, eu já estava ali rabiscando”, contou. Segundo ele, a prática constante foi essencial para desenvolver seu estilo artístico. “Não teve um dia da minha vida que eu passei sem estar rabiscando até hoje.”
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As pinturas exploram sentimentos, expressões e vivências urbanas por meio de cores intensas e traços marcantes. Para Chico, a arte funciona como uma forma de revisitar memórias pessoais e afetivas ligadas à cidade onde nasceu.
“Quase todas as minhas memórias estão vinculadas a Salvador. As relações estão vinculadas à cidade”, afirmou o artista ao explicar como a capital baiana influencia diretamente suas criações.
Com curadoria de Rody Carvalho, a exposição também simboliza o surgimento de uma nova geração de artistas visuais baianos que utilizam a arte contemporânea para discutir identidade, emoção e pertencimento cultural.
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A figura humana ocupa lugar central nas telas de Chico Santana. Segundo ele, os rostos e olhares presentes nas obras carregam histórias e sentimentos capazes de criar identificação com o público.
“Eu gosto muito de apresentar as cenas, as figuras, os olhares porque eu acho que às vezes isso pode dizer tudo”, destacou.
O artista também reforçou a forte influência da cultura baiana em sua trajetória. “Eu cresci aqui em Salvador e sou apaixonado pela cultura daqui, pela arte daqui”, disse, citando nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil entre suas referências artísticas.
Além das artes plásticas, Chico incorporou música à experiência da exposição, buscando criar uma imersão sensorial para os visitantes. “Eu fiz realmente essa conversa entre as músicas e as telas para que pudesse ser uma imersão naquele universo”, explicou.
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