Morre Regina do Acarajé, uma das baianas mais tradicionais de Salvador e dona do Acarajé da Regina
Conhecida pelo tradicional tabuleiro do Acarajé da Regina, no Rio Vermelho, Regina do Acarajé enfrentava problemas de saúde
Morreu nesta segunda-feira (19), aos 74 anos, Regina Conceição, conhecida como Regina do Acarajé. Uma das baianas mais tradicionais de Salvador, ela mantinha pontos de venda na orla do Rio Vermelho. A morte foi confirmada pela família.

A baiana de acarajé enfrentava problemas de saúde e chegou a ficar internada por duas semanas, período em que precisou ser intubada após apresentar um quadro de bradicardia, condição caracterizada pela diminuição da frequência dos batimentos cardíacos.
Regina chegou a receber alta hospitalar, mas precisou ser internada novamente após uma lesão apresentar sinais de infecção.
Despedida
A morte foi lamentada pela família em uma nota publicada nas redes sociais da baiana de acarajé. No comunicado, os familiares destacaram o legado de amor, generosidade e fé deixado por Regina.
“É com o coração apertado que comunicamos o falecimento da nossa querida mãe, avó, amiga e grande exemplo de fé, nossa rainha! Sua vida foi um presente para todos nós. Você espalhou amor, generosidade, alegria e ensinamentos por onde passou. Seu sorriso, sua força e sua fé sempre serão lembrados e guardados em nossos corações”, diz um trecho da nota de pesar.

A Prefeitura de Salvador também divulgou uma nota de pesar pela morte da baiana e ressaltou sua contribuição para a preservação da cultura e da culinária da Bahia.
“Salvador é grata pela honra de ter sido casa desta grande baiana do acarajé, que trabalhou tanto pela preservação de uma tradição que é nosso patrimônio.”, diz o comunicado.
De acordo com a família, o sepultamento será realizado nesta terça-feira (20). Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário e o local da cerimônia.
Quem era Regina do Acarajé
Nascida em 7 de setembro de 1952, Regina era uma das baianas de acarajé mais conhecidas de Salvador. Sua trajetória estava ligada à tradição gastronômica e cultural do Rio Vermelho, onde mantinha pontos de venda na orla, uma das áreas turísticas mais movimentadas da capital baiana.
A história de Regina se soma à de outras baianas tradicionais do bairro, como Cira e Dinha, reconhecidas pela venda do acarajé, alimento que representa uma importante expressão da cultura baiana.
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