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Operação Faroeste: STJ condena ex-presidente do TJ-BA a quase 15 anos de prisão

Operação Faroeste apura esquema de venda de decisões judiciais na Bahia; cinco dos oito réus foram condenados, enquanto outros três foram absolvidos por falta de provas

Por Dinaldo dos Santos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quarta-feira (21), cinco dos oito acusados de participação em um esquema de comercialização de decisões judiciais na Bahia, investigado no âmbito da Operação Faroeste.

Entre os condenados estão a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), e o juiz aposentado Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. A decisão permite recurso.

Maria do Socorro Santiago, ex-presidente do TJ-BA, é condenada na Operação Faroeste. Foto: Divulgação

Maria do Socorro foi condenada a 14 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já Sérgio Humberto recebeu pena de 15 anos e oito meses de reclusão, também em regime inicial fechado, pelos mesmos delitos.

Operação Faroeste: cinco réus são condenados pelo STJ

A decisão representa um novo desdobramento judicial das investigações sobre a suposta negociação de decisões judiciais no estado. Os outros três réus julgados nesta etapa foram absolvidos por insuficiência de provas.

Deflagrada em 2019, a Operação Faroeste investiga suspeitas de corrupção envolvendo integrantes do Judiciário baiano, advogados, empresários e intermediários. As apurações apontam para um esquema relacionado a disputas de terras no oeste da Bahia, com suspeitas de pagamento de vantagens indevidas para favorecer interesses em processos judiciais.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou cinco dos oito acusados. Foto: Reprodução

O caso teve diferentes desdobramentos no STJ, com denúncias contra outros magistrados e pessoas apontadas como participantes do esquema. Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Corte Especial recebeu uma denúncia contra a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima e dois filhos dela, que passaram a responder como réus em uma ação penal.

A condenação anunciada nesta quarta-feira diz respeito aos acusados julgados nesta etapa do processo. As penas ainda podem ser contestadas por meio dos recursos cabíveis.

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