Prefeitura de Santo Antônio de Jesus é alvo de investigação por assédio eleitoral contra servidores
Procedimento do MPE apura suposta coação de trabalhadores para favorecer candidaturas nas Eleições 2026; investigação foi instaurada após representação
Por Victor Hernandes.
A Prefeitura de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia, é alvo de uma investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre uma denúncia de suposto assédio eleitoral contra servidores públicos municipais. O procedimento apura possíveis condutas que teriam afetado a liberdade de voto e de manifestação política dos trabalhadores.

De acordo com o documento acessado pelo Aratu On nesta quarta-feira (7), a investigação foi instaurada após uma representação que aponta possível coação de servidores públicos no ambiente da Prefeitura de Santo Antônio de Jesus. Segundo a denúncia, as supostas pressões teriam como objetivo favorecer determinadas candidaturas nas Eleições 2026.
O procedimento foi formalizado pela promotora Karina dos Santos Silva. O MPE busca reunir informações sobre os fatos e verificar se houve alguma conduta que possa configurar violação à liberdade de escolha dos servidores.
Investigação apura possível coação de servidores
A apuração considera a possibilidade de que trabalhadores tenham sofrido pressão relacionada às eleições e à manifestação de suas preferências políticas. O procedimento ainda está em fase de investigação, e novas diligências e depoimentos poderão resultar em uma classificação jurídica diferente dos fatos.
A abertura da investigação, por si só, não significa que as irregularidades denunciadas tenham sido comprovadas. O objetivo do procedimento é justamente apurar as circunstâncias relatadas na representação.
Bahia já registra 32 casos de assédio eleitoral
A investigação ocorre em meio ao aumento de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho durante o período das Eleições 2026. Na Bahia, o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) já havia registrado 32 casos até o início de outubro.
Os casos envolvem situações em que trabalhadores teriam sofrido algum tipo de pressão ou interferência relacionada ao exercício do direito de voto. Em todo o Brasil, o MPT contabilizava 851 denúncias até 2 de outubro.
O tema também já foi alvo de orientações dos órgãos de fiscalização, que reforçam que empregadores não podem interferir na liberdade de escolha política dos trabalhadores.
Outra investigação ocorre para acompanhar e fiscalizar doações de bens e equipamentos realizadas por órgãos públicos e entidades, com atenção especial às ações da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)

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