Críticas e patriotismo: relembre declarações polêmicas de Oscar Schmidt
O “Mão Santa”, como é conhecido, optou por não se transferir para a liga, com o objetivo de vestir as cores da seleção brasileira.
Por Victor Souza.
O maior nome do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, se tornou um dos ícones do país, não somente por sua atuação e performance nas quadras de todo o mundo. O ex-atleta ficou conhecido em todo o Brasil também por conta de algumas declarações polêmicas, em diferentes assuntos, especialmente da atuação de brasileiros na liga de basquetebol profissional da América do Norte, conhecida como NBA.

Durante toda a sua trajetória, o brasileiro se recusou e demonstrou resistência por diversas vezes em jogar no principal torneio da modalidade. O “Mão Santa”, como é conhecido, optou por não se transferir para a liga, com o objetivo de vestir as cores da seleção brasileira.
O ex-atleta chegou a ser sondado para jogar nos Estados Unidos (EUA), no New Jersey Nets, em 1984. Na época, a Federação Internacional de Basquete (FIBA) impedia que jogadores da NBA representassem suas seleções. Ele chegou a apontar a seleção como “coisa mais importante” da vida.
“Eu recusei e os caras falaram que não acreditaram. Meu amigo, a NBA não chega aos pés da minha Seleção Brasileira. Eu fiz isso com um orgulho danado. Isso foi em 1984, e três anos depois ganhamos o Pan-Americano”, comentou em entrevista à CNN, em 2024.
Antes, em 2013, o atleta criticou alguns jogadores que deixavam de representar o país para atuarem fora do país.
“O povo entende tudo, você quer que eu diga o que? [...] Eles vem aqui e querem falar do país deles? Que país eles tem?”, declarou Schmidt à rede TV.
Morte de Oscar
O ícone do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morreu, nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O ex-atleta foi a óbito minutos depois de ter recebido atendimento médico em decorrência de um mal-estar súbito.
Em 2011, ele foi diagnosticado com um glioma de baixo grau (tumor cerebral). No entanto, não seguiu com seu tratamento. Nos últimos anos ele enfrentava alguns outros problemas de saúde.
"Parei esse ano (com a quimioterapia). Eu mesmo decidi parar. Antes, morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. Graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser melhor o palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor", disse Oscar em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!.
Oscar Schmidt disse que sua grande vontade era se dedicar mais à família. O ex-jogador foi casado com Maria Cristina Victorino há mais de 40 anos, sendo pai de Filipe, de 36 anos, e Stephanie, de 33.
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