Chuva de meteoros poderá ter mais de 20 rastros por hora no Brasil nesta quarta (21); saiba como observar
Chuva de meteoros será visível em todas as regiões do país, com melhores condições durante a madrugada
Por Isabela Cardoso.
Uma chuva de meteoros associada ao cometa Halley poderá ser observada em todas as regiões do Brasil nesta quarta-feira (21). Conhecido como Orionídeas, o fenômeno atinge seu pico de atividade na madrugada, com possibilidade de produzir 20 ou mais rastros luminosos por hora em condições ideais.

Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO, na sigla em inglês), o melhor período para tentar acompanhar o espetáculo será entre 1h40 e o amanhecer, desde que o céu esteja limpo e o local tenha pouca iluminação artificial.
Qual é o melhor horário para ver a chuva de meteoros?
De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), a chuva poderá ser acompanhada em todo o território brasileiro.
A constelação de Órion, de onde os meteoros parecem surgir, pode ser vista tanto no Norte quanto no Sul do país. As regiões Norte e Nordeste têm uma pequena vantagem porque a constelação alcança posições mais altas no céu.
Em 2026, a Lua estará na fase crescente, com cerca de 77% de seu disco iluminado. Segundo as informações divulgadas pelo Projeto Exoss, ela deve se pôr após a meia-noite, favorecendo um período de maior escuridão até o amanhecer.
A quantidade de meteoros efetivamente visíveis dependerá das condições meteorológicas e da luminosidade do local de observação.
Como observar as Orionídeas no Brasil?
Não é necessário usar telescópio ou binóculos para observar a chuva de meteoros. A recomendação é procurar um local seguro, com horizonte aberto e afastado de postes, edifícios iluminados e outras fontes de luz artificial.
No Hemisfério Sul, a orientação é olhar para a região nordeste do céu, onde fica a constelação de Órion, identificada pelas três estrelas conhecidas como Três Marias.
Os meteoros, porém, podem aparecer em diferentes partes do céu. Por isso, o ideal é manter o olhar ligeiramente afastado da constelação, o que pode ajudar a perceber rastros luminosos mais longos.
Também é recomendado permanecer algum tempo no escuro antes de começar a observação, permitindo que os olhos se adaptem à baixa luminosidade.
Por que a chuva de meteoros é ligada ao cometa Halley?
As Orionídeas acontecem quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém partículas deixadas pelo cometa Halley durante suas passagens pelo Sistema Solar.
Ao entrar na atmosfera terrestre em alta velocidade, os fragmentos produzem rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes. Os meteoros das Orionídeas estão entre os mais rápidos, podendo atingir aproximadamente 66 quilômetros por segundo.
O cometa Halley completa uma volta ao redor do Sol a cada 75 a 76 anos. Mesmo quando está distante da Terra, as partículas que deixou em sua trajetória continuam provocando chuvas de meteoros anuais.
O cometa também está associado às Eta Aquáridas, outra chuva de meteoros observada em maio. As Orionídeas permanecem ativas entre 2 de outubro e 7 de novembro de 2026, com maior concentração de meteoros próximo ao pico.
Como fotografar a chuva de meteoros?
É possível tentar registrar as Orionídeas com câmeras fotográficas e celulares que ofereçam controle manual de exposição. O resultado depende dos recursos do equipamento, das condições do céu e da ausência de iluminação excessiva.
Para câmeras profissionais, o Projeto Exoss recomenda lentes grande-angulares com distâncias focais entre 14 mm e 24 mm, abertura entre f/1.4 e f/2.8, ISO de 1.600 a 3.200 e exposições de aproximadamente 10 a 15 segundos.
Nos celulares com modo profissional, ajustes semelhantes podem ajudar a registrar os rastros luminosos, conforme as configurações disponíveis em cada aparelho.
Imagens de meteoros especialmente brilhantes também podem contribuir para pesquisas científicas. Registros e relatos podem ser enviados à rede Exoss, que reúne informações para estudar a origem e o comportamento desses fragmentos espaciais.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
