O nome dela é Gal: as músicas mais famosas de Gal Costa
Com mais de cinco décadas de carreira, Gal Costa se consolidou como um dos principais nomes da música brasileira
Por Bruna Castelo Branco.
No dia 9 de novembro de 2022, o Brasil perdeu uma de suas maiores vozes: Gal Costa morreu aos 77 anos, deixando um legado marcante na Música Popular Brasileira (MPB). Com mais de cinco décadas de carreira, a artista se consolidou como um dos principais nomes da música nacional, influenciando gerações com sua voz, estilo e arte.
Reconhecida pela autenticidade e pela forma como interpretava suas canções, a baiana também abriu caminhos para outras mulheres na música. Ao longo da carreira, reuniu um vasto repertório de sucessos que atravessaram diferentes momentos da cultura brasileira.

Confira músicas que marcaram a carreira de Gal:
“Meu Nome é Gal”
A canção, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, foi lançada em 1969 e integra o primeiro disco solo da artista. A faixa também dá nome à cinebiografia sobre a cantora.
“Brasil”
Composição de Cazuza, a música ganhou nova projeção na voz de Gal ao se tornar tema de abertura da novela Vale Tudo, em 1988.
“Vaca Profana”
Escrita por Caetano Veloso, a canção faz parte do álbum Profana (1984) e traz referências à Europa, período em que o compositor estava fora do Brasil.
“Vapor Barato”
Lançada em 1971 no disco Fa-Tal – Gal a Todo Vapor, a música se tornou um dos grandes sucessos da cantora e foi posteriormente regravada pela banda O Rappa. A canção tem contexto político, ligada ao período da ditadura militar.
“Baby”
Um dos primeiros grandes sucessos de Gal, foi composta por Caetano Veloso a pedido de Maria Bethânia, irmã do artista.
Parcerias musicais
A trajetória de Gal Costa também foi marcada por parcerias com grandes nomes da música brasileira. Ao longo da carreira, a artista dividiu os vocais em regravações e projetos especiais que ajudaram a consolidar seu lugar como um dos principais nomes da MPB.
A última colaboração gravada por Gal foi com Marina Sena, em uma regravação de “Para Lennon e McCartney”. Já seu último álbum, Nenhuma Dor (2021), foi inteiramente dedicado a duetos, reunindo artistas como Criolo, Rubel e Silva.

Relembre algumas parcerias e regravações marcantes da cantora:
- “Baby” (1969) – com Caetano Veloso
- “Biscate” (1993) – com Chico Buarque
- “Vapor Barato” (1971) – com Zeca Baleiro
- “Dindi” (1987) – com Tom Jobim
- “Vá Se Benzer” (2017) – com Preta Gil
- “País Tropical” (1969) – com Gilberto Gil e Caetano Veloso
- “Sonho Meu” (1978) – com Maria Bethânia
- “Cuidando de Longe” (2018) – com Marília Mendonça
- “Um Dia de Domingo” (1985) – com Tim Maia
Gal e a Tropicália
Em 1963, a cantora Gal Costa iniciou uma das parcerias mais marcantes da música brasileira ao conhecer Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé, em Salvador. Juntos, eles participaram do espetáculo “Nós, Por Exemplo”, realizado para a inauguração do Teatro Vila Velha, com repertório baseado na Bossa Nova.
Ainda naquele ano, o grupo apresentou o show “Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova”, com a proposta de conectar o passado da música popular brasileira a novas possibilidades estéticas, projetando uma continuidade artística que seria representada pelos próprios integrantes.

O grupo se via como herdeiro do movimento liderado por Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes, ao mesmo tempo em que buscava inovar a produção cultural brasileira.
Posteriormente, Gal Costa se mudou para o Rio de Janeiro para investir na carreira musical. Em 1967, lançou seu primeiro álbum, “Domingo”, em parceria com Caetano Veloso. Do disco, destaca-se a canção “Coração Vagabundo”.

Nesse período, a artista passou a integrar o movimento Tropicália, ao lado de outros nomes da música brasileira. O tropicalismo foi um movimento de contracultura que surgiu entre 1967 e 1968 e promoveu uma transformação na produção artística do país.
A Tropicália combinou elementos da cultura brasileira com influências internacionais e de vanguarda, incorporando referências da música, do cinema, das artes plásticas e do teatro. A proposta era renovar a linguagem artística e dialogar com a indústria cultural e com as transformações sociais da época.

Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).