Fim da escala 6x1 pode beneficiar mais de 596,5 mil trabalhadores baianos
O número foi revelado em um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta segunda-feira (25)
Por Victor Souza.
O fim da escala 6x1, projeto que está em discussão no Congresso Nacional, pode beneficiar diretamente 596.501 trabalhadores baianos. O número foi revelado em um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta segunda-feira (25).

Segundo o órgão, o dado representa o total de pessoas no estado que hoje atuam nesse modelo de jornada e que, com a mudança, passariam a trabalhar em escala 5x2.
De acordo com o estudo, a Bahia tem 1.237.883 trabalhadores já inseridos na escala 5x2, o equivalente a 67,48% do total identificado. Isso mostra que 32,52% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal.
A pesquisa identificou ainda que essa jornada de trabalho é a utilizada por 44,7 milhões de pessoas no Brasil. Desse total, cerca de um terço ainda trabalha no regime 6x1, o equivalente a 14,9 milhões de trabalhadores que seriam beneficiados pela mudança para o modelo 5x2.
Os dados nacionais também apontam que 38,6 milhões de trabalhadores informaram cumprir jornadas superiores a 40 horas semanais. Desse total, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas semanais, enquanto outros 1,4 milhão atuam entre 40,1 e 43,9 horas por semana.
Conforme revelou a pasta, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas alcançaria trabalhadores de diferentes setores econômicos, especialmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística. Somente na Bahia, 1.697.593 pessoas seriam alcançadas pela redução.
O que pensa a população brasileira
A maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6X1 , segundo pesquisa divulgada pela Nexus. Contudo, quando considerada uma redução salarial por consequência da medida, a aprovação, anteriormente estimada em 73% cai para 43%.
O tema ganhou fôlego nesta semana depois que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), deu início à tramitação da matéria com o envio da proposta para a Comissão de Constituição e Justiça. A expectativa, conforme Motta, é ter um texto pronto para votar em maio.
O projeto atual impede empregadores de descontar da remuneração de funcionários eventuais mudanças nos horários. A pesquisa indica que a grande maioria do país (84%) é favorável à ideia de que trabalhadores tenham ao menos dois dias de folga na semana.
Mas só 12% dizem entender com clareza o que está no projeto na Câmara.

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