Lula em Salvador: ato do MST reúne lideranças políticas e mais 3 mil militantes

Discursos já começaram no Parque de Exposições em evento que conta com Lula em Salvador: Ato do MST reúne lideranças políticas e mais 3 mil militantes

Por, Juana Castro e João Tramm.

O ato de encerramento do último dia do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começa na tarde desta sexta-feira (23). A expectativa principal está pela presença de Lula em Salvador: Ato do MST reúne lideranças políticas e mais 3 mil militantes. O presidente estará acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva.

O evento acontece no Parque de Exposições e está sendo realizado pela primeira vez após um intervalo de 17 anos.

Último dia do Encontro do MST começa com expectativa de Lula em Salvador; Foto: Juana Castro / Aratu On

Lula em Salvador: Ato do MST reúne lideranças políticas e mais 3 mil militantes

Desde o início da programação desta sexta, lideranças políticas nacionais e estaduais ligadas à esquerda passaram pelo palco do encontro, reforçando discursos em defesa da democracia, da soberania nacional e das políticas de reforma agrária, além de apoio ao governo federal.

O último dia do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começou, nesta sexta-feira (23), com expectativa pela participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato de encerramento, em Salvador. O evento acontece no Parque de Exposições e reúne cerca de 3 mil participantes de várias regiões do país, sendo realizado pela primeira vez após um intervalo de 17 anos. 

Dentre as lideranças que já discursaram está a deputada federal Lídice da Mata (PSB), que destacou avanços econômicos e sociais do atual governo e convocou a militância para a mobilização política.

Segundo ela, o país encerrou o último ano com indicadores positivos, como controle da inflação e fortalecimento de programas sociais, e afirmou que será necessário “ir às ruas e buscar voto a voto” para garantir a continuidade do projeto político liderado por Lula.

Já o presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, ressaltou o simbolismo da realização do encontro no estado e citou a trajetória histórica de lutas sociais no território baiano. Ele também destacou o papel dos governos petistas na transformação social e econômica do estado e reforçou a relação do partido com os movimentos populares, especialmente no campo.

Mais cedo, Tássio conversou com o Aratu On sobre a expectativa pelos anúncios de Lula na tarde de hoje.

A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, fez um discurso com críticas ao avanço do militarismo e do racismo, defendeu a resistência popular e afirmou que os próximos períodos exigirão forte mobilização social. Ela também destacou a importância da unidade entre partidos e movimentos sociais para enfrentar o crescimento da extrema direita no país.

O presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, reforçou a defesa da soberania nacional e afirmou que não há democracia sem organização popular. Para ele, a eleição de Lula representa um momento decisivo para o futuro do país, e os movimentos sociais terão papel central na mobilização política nos próximos meses.

Expectativa pela fala de Lula e impacto na política baiana

A presença do presidente Lula no encerramento do encontro também ocorre em meio às discussões sobre a formação da chapa governista na Bahia para as próximas eleições. O debate ganhou força após declaração do senador Otto Alencar (PSD), que defendeu a participação direta do presidente nas decisões sobre a composição da chapa no estado.

Atualmente, o articulador da chapa é o próprio governador Jerônimo Rodrigues, que prega unidade do grupo mesmo com a disputa por espaços.

Em resposta, o presidente do PT-BA, Tássio Brito, afirmou que Lula costuma chancelar decisões construídas de forma coletiva, mas não impõe nomes. Segundo ele, o presidente respeita a autonomia política da Bahia e confia na condução local das articulações.

Além do cenário eleitoral, há expectativa de que Lula anuncie novas medidas voltadas ao MST e à política de reforma agrária. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, tem sido alvo de críticas internas do movimento, que cobra mais agilidade e enfrentamento dos entraves estruturais para a desapropriação de terras e o assentamento de famílias, chegando inclusive a defender mudanças no comando da pasta.

O encerramento do encontro está previsto para o período da tarde, com ato político e a participação de lideranças nacionais do MST, além da aguardada fala do presidente da República. A expectativa que a fala do presidente possa encerrar discussões de uma eventual candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, no lugar de Jerônimo Rodrigues.

 

 

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