Reeleição de Lula repercute entre líderes mundiais e reforça alianças internacionais
Reeleição de Lula gerou manifestações de representantes da Europa, Ásia e Américas, que destacaram parcerias comerciais, democracia e cooperação entre países
Por Dinaldo dos Santos.
A reeleição de Lula à Presidência do Brasil, confirmada no domingo (25), provocou manifestações de líderes de diferentes regiões do mundo. As mensagens ressaltaram desde a intenção de ampliar relações diplomáticas e comerciais até a defesa da democracia e do multilateralismo, em um cenário internacional marcado por disputas políticas e econômicas.

Segundo publicação da Agência Brasil, presidentes, primeiros-ministros e outras autoridades utilizaram as redes sociais e comunicados oficiais para parabenizar o petista e sinalizar disposição para manter ou aprofundar a cooperação com o governo brasileiro.
Reeleição de Lula recebe cumprimentos de líderes estrangeiros
Na Europa, o presidente da França, Emmanuel Macron, destacou a parceria estratégica entre os dois países. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que Brasil e França têm projetos a desenvolver em conjunto e defendeu o fortalecimento da relação bilateral diante dos desafios globais.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, celebrou a vitória brasileira com uma mensagem de tom político. Ele associou o resultado à perspectiva de avanço de forças progressistas em outros países, ao afirmar que a mudança política observada no Brasil poderia se repetir na Espanha.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também parabenizou Lula. Em comunicado, ela afirmou que a vitória representava um resultado favorável à democracia e ao multilateralismo, princípio defendido pelo presidente brasileiro em sua atuação internacional.
América Latina e América do Norte
Na América Latina, as manifestações vieram de governantes com orientações políticas distintas. O presidente do Equador, Daniel Noboa, de direita e aliado de Donald Trump na região, cumprimentou Lula e destacou a existência de desafios comuns entre os países latino-americanos.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, também enviaram mensagens de congratulação ao brasileiro.
No Canadá, o primeiro-ministro Mark Carney defendeu o aprofundamento das relações bilaterais. Entre as prioridades mencionadas por ele estão a ampliação do comércio, a proteção ambiental e a criação de oportunidades econômicas para as populações dos dois países.
Japão e China sinalizam interesse em ampliar cooperação
Na Ásia, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manifestou expectativa de estreitar os laços com o Brasil durante o novo mandato de Lula. Ela mencionou a possibilidade de ampliar a parceria estratégica em diferentes setores e citou as negociações relacionadas a um acordo entre o Japão e o Mercosul.
A China, por meio de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou estar disposta a trabalhar com o governo brasileiro para avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países.
Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, atribuiu a vitória de Lula ao reconhecimento popular de sua liderança e de sua atuação em favor do desenvolvimento socioeconômico e da defesa da soberania brasileira.

Vitória de Lula também repercute em Nova York
A repercussão chegou ainda aos Estados Unidos. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, relatou nesta segunda-feira (26) ter encontrado moradores comemorando a vitória de Lula nas ruas da cidade.
Em entrevista à imprensa, Mamdani contou que viu pessoas deixando um bar e gritando o nome do presidente brasileiro. Para ele, a cena demonstrou a dimensão do apoio a Lula entre parte dos moradores da cidade e em outros lugares do mundo.
Nas redes sociais, o prefeito também parabenizou o petista e publicou a frase “O povo unido jamais será vencido!”, associada a movimentos políticos e sociais de esquerda.
As manifestações internacionais evidenciam a amplitude da repercussão da eleição brasileira. Embora os cumprimentos tenham vindo de governos com interesses e posições políticas diferentes, as mensagens apontam para a disposição de manter canais de diálogo com o Brasil e buscar oportunidades de cooperação durante o novo mandato.
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