TSE encontra falhas em mudanças de locais de votação e revisa dados
Revisão apontou erros e duplicidade de dados; alterações agora atingem 448 seções eleitorais em 143 escolas
Por Isabela Cardoso.
Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam falhas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na crise provocada pela mudança de milhares de locais de votação entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. Após uma revisão dos dados, o tribunal reduziu para 448 o número de seções eleitorais com alterações previstas.

No sábado (17), o site da Justiça Eleitoral indicava mudanças em 4.289 seções, o que levou o PT a pedir providências. A revisão começou após uma determinação do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, para que os corregedores dos TREs realizassem um pente-fino nas informações.
TSE identifica erros e duplicidade de dados
A revisão realizada na segunda-feira (19) identificou falhas na alimentação do sistema e duplicidade de informações, segundo fontes do tribunal. Os problemas teriam gerado números acima da realidade sobre as mudanças nos locais de votação.
Entre as inconsistências encontradas estavam nomes incorretos de escolas e casos de eleitores vinculados a seções diferentes das correspondentes. Com a correção dos dados, o número de alterações previstas caiu para 448 seções eleitorais, distribuídas por 143 escolas.
A determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, é que as mudanças sejam realizadas apenas nas seções em que não houver outra possibilidade. Os números serão atualizados quatro vezes ao dia por ordem do corregedor-geral eleitoral.
Tribunal acelera revisão antes do segundo turno
A crise surpreendeu o TSE a uma semana do segundo turno. Após a identificação das falhas, a Corte acelerou o processo de revisão para concluir a análise das alterações o quanto antes.

Fontes do tribunal atribuem ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, papel importante na contenção da crise. Ele teria sugerido a divulgação de uma nota conjunta para afastar a responsabilidade direta do TSE pelas mudanças.
O comunicado afirma que as alterações nos locais de votação ocorrem principalmente em razão de situações climáticas extremas, problemas de infraestrutura nos prédios utilizados para votação que não foram identificados previamente e questões de segurança pública.
“Os principais motivos que levam os TREs a realizar essas alterações estão relacionados à ocorrência de situações climáticas extremas, a problemas não identificados previamente na infraestrutura dos prédios utilizados como locais de votação e a questões de segurança pública”, dizia a nota.
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