Anvisa proíbe venda e manda recolher suplementos de duas marcas; saiba quais

Falhas na fabricação, problemas de qualidade e irregularidades nos rótulos motivaram o recolhimento de suplementos pela Anvisa

Por Anna Caroline Santiago.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (19), o recolhimento e a suspensão da comercialização de suplementos alimentares. Duas empresas foram alvos da determinação, são elas: Sanibras Medicamentos e Nutrição e IDNLABS Indústria Pharmaceutical & Food Supplements.

Anvisa proíbe venda e manda recolher suplementos de duas marcas. Foto: Divulgação

No caso da Sanibras, a medida atinge todos os lotes de todos os produtos fabricados até 12 de junho de 2026. A decisão foi tomada após uma inspeção sanitária identificar graves e sistêmicas irregularidades relacionadas às Boas Práticas de Fabricação e ao sistema de garantia da qualidade da empresa.

Além do recolhimento, a Anvisa proibiu a fabricação, distribuição, divulgação e uso dos produtos. Entre as irregularidades constatadas estão a ausência de estudos de estabilidade capazes de comprovar a manutenção da identidade, qualidade e segurança dos suplementos durante todo o prazo de validade, além de falhas nos procedimentos de prevenção à contaminação e à contaminação cruzada.

Já em relação à IDNLABS, a agência publicou uma resolução suspendendo a venda, a distribuição e o uso de determinados suplementos alimentares. Segundo a empresa, foi iniciado um recolhimento voluntário dos seguintes produtos:

  • Suplemento Alimentar de Creatina em Pó (lotes 0148.05.2025, 0285.05.2025 e 0147.05.2025);
  • Suplemento Alimentar em Comprimidos BCAA 2-1-1 (lotes 003.01.2025, 004.01.2025 e 044.01.2025);
  • Suplemento Alimentar em Pó Beta Alanina (lotes 0267.08.2025, 0149.05.2025 e 079.02.2025);
  • Suplemento Alimentar de Multivitamínicos e Multiminerais em comprimidos revestidos (lotes
  • 005.01.2026 e 0211.07.2025).

De acordo com a Anvisa, análises de qualidade identificaram uma série de problemas nos produtos da IDNLABS, incluindo quantidades de ingredientes inferiores às informadas nos rótulos, recomendações de consumo em desacordo com os limites permitidos pela legislação e divulgação de alegações não autorizadas

Outras suspensões da Anvisa

Anvisa manda recolher antibiótico após encontrar fragmento de vidro em frasco

Segundo a Anvisa, a própria empresa iniciou o recolhimento após detectar a presença de um fragmento de vidro dentro de um frasco. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Anvisa determinou o recolhimento de três lotes de medicamentos após identificar problemas de qualidade que podem comprometer a segurança dos pacientes. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União e inclui a suspensão da comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados.

Entre os medicamentos atingidos está o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química. Segundo a Anvisa, a própria empresa iniciou o recolhimento voluntário após detectar a presença de um fragmento de vidro dentro de um frasco-ampola íntegro do produto, utilizado em aplicações injetáveis.

A agência também determinou a suspensão do lote 24101854 do Fosfato de Clindamicina 150 mg/ml, produzido pela Hypofarma. Conforme a resolução, foram identificados desvios de qualidade, como coloração amarelada da solução, presença de corpos estranhos e precipitados em ampolas lacradas.

Ypê

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a manutenção da suspensão de determinados lotes de produtos de limpeza da Ypê em todo o país. A medida, divulgada na última segunda-feira (15) no Diário Oficial da União, impede a comercialização, distribuição e utilização de itens específicos das linhas de desinfetantes, detergentes lava-louças e lava-roupas líquidos da marca.

A restrição foi adotada após uma fiscalização realizada pela Anvisa entre os dias 27 e 30 de abril deste ano identificar irregularidades relacionadas ao cumprimento das exigências previstas na regulamentação sanitária brasileira. Segundo o órgão, foram constatadas não conformidades em requisitos estabelecidos pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 47/2013.

Apesar da manutenção da medida, a agência informou que a suspensão não abrange toda a produção da empresa. Após a apresentação de análises técnicas pela fabricante, os produtos fabricados em períodos mais recentes foram considerados adequados, permitindo que a restrição permanecesse apenas sobre os lotes produzidos anteriormente.

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