Entenda como surgem as espinhas e quais fatores favorecem a acne

As espinhas surgem quando os poros da pele são obstruídos por uma combinação de oleosidade natural e células mortas

Por Bruna Castelo Branco.

Fonte: Agência Einstein

Por que, afinal, as espinhas aparecem? Elas surgem quando os poros da pele são obstruídos por uma combinação de oleosidade natural e células mortas. Esse bloqueio favorece processos inflamatórios que podem resultar em cravos, espinhas avermelhadas, lesões com pus ou até nódulos mais profundos, caracterizando a acne.

Embora seja mais frequente na adolescência, a condição pode aparecer em qualquer fase da vida e está associada a fatores como alterações hormonais, uso de determinados cosméticos ou medicamentos e situações de estresse.

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As espinhas surgem quando os poros da pele são obstruídos por uma combinação de oleosidade natural e células mortas. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Como a acne se forma

O processo geralmente começa de maneira discreta. A pele passa a produzir mais sebo do que o necessário, enquanto a renovação celular ocorre de forma inadequada. Com o acúmulo desses elementos no interior dos poros, ocorre a obstrução, dando origem aos cravos, que podem ser abertos (escuros) ou fechados (brancos). Quando há inflamação, o ambiente se torna propício à proliferação de bactérias presentes naturalmente na pele, o que intensifica a irritação e leva ao surgimento das espinhas doloridas.

Principais fatores associados

As oscilações hormonais exercem papel central no desenvolvimento da acne. Na adolescência, o aumento da produção hormonal estimula as glândulas sebáceas, explicando a maior incidência nesse período. Na fase adulta, especialmente entre as mulheres, variações relacionadas ao ciclo menstrual, gravidez, uso ou interrupção de anticoncepcionais e distúrbios hormonais podem desencadear ou agravar o quadro.

A predisposição genética também influencia. Pessoas com histórico familiar de acne apresentam maior probabilidade de desenvolver a condição. Fatores externos, como uso frequente de capacetes, bonés e máscaras, excesso de maquiagem, estresse, contato constante das mãos com o rosto e exposição a ambientes quentes e úmidos, podem contribuir para o agravamento das lesões.

Embora seja mais frequente na adolescência, a condição pode aparecer em qualquer fase da vida. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Quando procurar um especialista

Embora a identificação da acne seja, em geral, simples, a definição de suas causas exige avaliação profissional. A recomendação é buscar um dermatologista quando as espinhas são recorrentes, dolorosas, deixam marcas ou surgem de forma súbita na vida adulta. Durante a consulta, o médico analisa o tipo de lesão, os hábitos diários, os produtos utilizados e possíveis fatores hormonais antes de indicar o tratamento mais adequado, que varia conforme a gravidade do quadro.

Casos leves costumam responder a produtos de venda livre, como sabonetes específicos, ácidos suaves e agentes que auxiliam no controle da oleosidade. Quadros moderados ou graves podem demandar medicamentos prescritos, incluindo tratamentos tópicos anti-inflamatórios, antibióticos tópicos ou orais e terapias hormonais.

As oscilações hormonais exercem papel central no desenvolvimento da acne. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Cuidados e prevenção

A adoção de uma rotina simples e regular de cuidados com a pele contribui para o controle da acne leve. Lavar o rosto duas vezes ao dia é, em geral, suficiente, já que a limpeza excessiva pode causar ressecamento e intensificar a inflamação. Evitar tocar o rosto, utilizar cosméticos adequados ao tipo de pele, remover a maquiagem antes de dormir e manter objetos de uso frequente, como celular e fronha, limpos são medidas recomendadas.

Manter cabelos longos ou franjas limpos e afastados do rosto também ajuda a reduzir a oleosidade local. Práticas caseiras populares, como compressas mornas, gelo, chá-verde ou óleos, não tratam a causa da acne. Espremer espinhas, além de não resolver o problema, pode agravar a inflamação e aumentar o risco de manchas e cicatrizes.

A adoção de uma rotina simples e regular de cuidados com a pele contribui para o controle da acne leve. | Foto: Ilustrativa/Pexels

E rosácea?

Vermelhidão e sensação de queimação no rosto, manchas que parecem acne, pústulas, pele mais grossa e sensível e até olhos vermelhos: esses são alguns dos sintomas da rosácea, doença vascular inflamatória crônica da pele sem cura, mas que pode ser tratada. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a enfermidade afeta 10% dos adultos, e pode surgir por fatores emocionais, como estresse, ou gatilhos físicos, como alguns tipos de alimento, exposição ao frio ou ao calor e bebidas alcoólicas, como o vinho.

À TV Aratu, a dermatologista Júlia Ribeiro disse que a vermelhidão é mais comum no centro da face, e listou os principais gatilhos para o surgimento dos sintomas:

"Estresse, extremos de temperaturas, muito quentes ou muito frias, comidas muito condimentadas ou apimentadas, bebidas quentes, álcool, fumo, tudo isso pode desencadear crises de rosácea".

Em 2023, a influenciadora Virginia Fonseca revelou que estava com rosácea grau 1 desencadeada por estresse. “Fui ao dermatologista e descobri ontem que tenho rosácea. Fico com o rosto vermelho quando estou estressada. Sinto a pele quente por dentro, parece que está pelando”, contou a empresária.

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