Feira de Santana lança programa para entrega gratuita de remédios em casa
Programa para entrega gratuita de remédios será realizado de forma gradual a partir do mês de julho
A Prefeitura de Feira de Santana oficializou, nesta quinta-feira (2), a criação do Programa Remédio em Casa, iniciativa que prevê a entrega domiciliar de medicamentos de uso contínuo para pacientes cadastrados na rede pública municipal de saúde. A regulamentação da medida foi publicada no Diário Oficial do Município.
O programa tem como objetivo ampliar o acesso aos medicamentos padronizados pela rede municipal, oferecendo mais comodidade, segurança e qualidade de vida aos usuários acompanhados pela Atenção Básica. A prioridade será para idosos, pessoas acamadas e pacientes com dificuldades de locomoção.

A implantação ocorrerá de forma gradual a partir deste mês de julho, começando pelo distrito de Bonfim de Feira. Em agosto, o serviço será expandido para Jaíba e Jaguara. Em setembro, chegará aos distritos de Matinha e Governador João Durval Carneiro (Ipuaçu). Em outubro, contemplará Maria Quitéria; em novembro, Humildes; e, em dezembro, Tiquaruçu.
A expectativa da administração municipal é atender inicialmente cerca de mil pessoas apenas na zona rural. A partir de janeiro de 2027, o programa será ampliado progressivamente para os bairros da sede do município, com a meta de alcançar toda a cidade.
As entregas serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Assistência Farmacêutica, e ocorrerão a cada 60 dias diretamente na residência do paciente. Mesmo recebendo os medicamentos em casa, os beneficiários continuarão sendo acompanhados pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Quem poderá participar
Para ser incluído no Programa Remédio em Casa, o paciente deverá estar vinculado a uma UBS de Feira de Santana e possuir receita médica válida emitida por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) do município.
Terão direito ao benefício:
- Pessoas formalmente acamadas;
- Pacientes com restrição importante ou severa de mobilidade física;
- Idosos com 65 anos ou mais;
- Usuários acompanhados pelos serviços municipais de atenção domiciliar.
O cadastro deverá ser realizado na Unidade Básica de Saúde de referência, mediante apresentação de documento de identidade, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência atualizado e receita médica válida. O processo inclui avaliação médica ou de enfermagem e homologação técnica por um farmacêutico da Secretaria Municipal de Saúde.
Medicamentos disponíveis
O programa contempla medicamentos utilizados no tratamento de doenças crônicas de maior incidência na Atenção Básica.
Entre eles estão:
- Cardiovasculares e hipertensão: Losartana, Captopril, Enalapril, Hidroclorotiazida, Anlodipino, Propranolol e Furosemida;
- Diabetes: Metformina, Glibenclamida e Gliclazida;
- Saúde mental e outros tratamentos: Fluoxetina, Amitriptilina, Sinvastatina e Levotiroxina.
Já os medicamentos controlados e as insulinas humanas (NPH e Regular) seguirão critérios específicos de transporte para garantir o cumprimento das normas sanitárias e a manutenção da cadeia de refrigeração.
Como funciona a entrega
Os medicamentos serão entregues diretamente ao paciente ou a um cuidador ou familiar previamente cadastrado no programa, que deverá assinar o comprovante de recebimento.
Para garantir a continuidade do benefício, as receitas médicas emitidas pela rede municipal deverão estar legíveis e ter validade de até 180 dias, salvo quando houver prazo inferior determinado pelo profissional responsável.

Ações de saúde
SUS inicia projeto com uso de canetas emagrecedoras para tratar obesidade
O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início a seu projeto-piloto, que tem como objetivo usar a semaglutida, elemento presente nas canetas emagrecedoras Ozempic e Wegovy, para tratar a obesidade. O anúncio foi feito pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, em uma cerimônia em Porto Alegre (RS). O projeto vai começar com os pacientes do Grupo Hospital Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.
“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro.
Um paciente chegou a receber a primeira aplicação do medicamento, durante o lançamento do projeto-piloto Real Bari, que visa avaliar a efetividade, impactos clínicos e os custos da utilização de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade dentro do sistema universal.
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