Influenciadora morre aos 30 anos após usar bronzeamento artificial por 10 anos
Mulher descobriu a doença dois anos antes em estágio 3C e passou por diferentes etapas de tratamento
Por Isabela Cardoso.
A influenciadora britânica Chelsea Tantum morreu aos 30 anos após enfrentar um melanoma, tipo de câncer de pele que pode se espalhar para outros órgãos. Diagnosticada aos 28 anos, no fim de 2024, ela relatou ter usado câmaras de bronzeamento artificial desde a adolescência e passou por diferentes etapas de tratamento após a doença avançar.

Chelsea recebeu o diagnóstico depois que uma pinta na perna aumentou de tamanho. O câncer foi inicialmente classificado como melanoma em estágio 3C. A influenciadora passou por uma cirurgia para retirar o tumor e os linfonodos da virilha, mas a doença evoluiu e atingiu outros órgãos.
Câncer avançou para cérebro, pulmões e fígado
Após o diagnóstico inicial, o melanoma chegou ao estágio 4C, com metástases na coluna, nos pulmões, no fígado, nos ossos e em outras partes do corpo. Chelsea iniciou imunoterapia e apresentou uma resposta positiva ao tratamento.
Exames chegaram a indicar que não havia sinais detectáveis da doença. Perto de completar 30 anos, porém, a influenciadora descobriu que o melanoma havia se espalhado para o cérebro, e o quadro passou a ser classificado como estágio 4D.
Em um relato publicado no site de arrecadação JustGiving, Chelsea descreveu as dificuldades enfrentadas durante o tratamento.
“Fui internada diversas vezes, passei um período em uma cadeira de rodas porque não conseguia andar e fiquei gravemente abaixo do peso. No meu momento mais delicado, precisei do apoio de uma enfermeira especializada em cuidados paliativos e recebi medicamentos por meio de uma bomba de infusão”, contou.
Influenciadora usou câmaras de bronzeamento na adolescência
Chelsea contou ao jornal britânico The Sun que começou a usar câmaras de bronzeamento artificial aos 15 anos e manteve o hábito por cerca de dez anos. Na adolescência, ela e as amigas chegavam a competir para ver quem conseguia o bronzeado mais intenso.
Embora não seja possível afirmar que o procedimento causou o câncer da influenciadora, o bronzeamento artificial com câmaras que emitem radiação ultravioleta é associado ao risco de câncer de pele.
“Não posso dizer que essa foi definitivamente a causa do meu câncer, mas, se pudesse voltar atrás, nunca, jamais usaria uma câmara de bronzeamento”, declarou Chelsea no início de 2026, em entrevista ao The Sun.
Segundo o Ministério da Saúde, o bronzeamento artificial com emissão de radiação ultravioleta pode causar câncer de pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esses equipamentos como cancerígenos para humanos desde 2009, no mesmo grupo de risco do tabaco e do amianto.
Influenciadora arrecadou dinheiro para tratamento
Durante o tratamento, Chelsea criou uma campanha de arrecadação no JustGiving para custear uma radioterapia estereotáxica, conhecida pela sigla SRS, utilizada no tratamento de determinadas lesões. A iniciativa também tinha o objetivo de conscientizar sobre o melanoma e arrecadar recursos para a Melanoma Focus, instituição britânica que apoia pacientes e financia pesquisas.
Na campanha, aberta oito meses antes do relato citado, ela descreveu a dificuldade de conviver com a doença e com a possibilidade de novas metástases.
“Viver com melanoma significa conviver com exames constantes, incertezas e a realidade de que essa doença é uma espécie de loteria que ameaça a vida — nunca se sabe onde ou quando ela poderá aparecer novamente”, lamentou.
A influenciadora relatou que a rotina de exames, internações e tratamentos exigia lidar continuamente com a incerteza sobre a evolução do câncer.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
