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Após missa interrompida por tiroteio, padre lamenta: 'O povo não se sente livre'

Padre Karol Wojtyla relatou como reagiu ao tiroteio que interrompeu missa em Lauro de Freitas no último sábado (15)

Por Ananda Costa.

O padre Karol Wojtyla falou nesta segunda-feira (17) sobre o tiroteio que interrompeu uma missa no último sábado (15), na Paróquia Santo Agostinho, em Areia Branca, na Região Metropolitana de Salvador. 

Padre tem missa interrompida após tiroteio em Lauro de Freitas

Durante participação ao vivo no programa Alô Juca, o religioso contou como reagiu ao momento de tensão e afirmou que buscou manter a calma para orientar os fiéis.

Segundo o padre, a celebração era dedicada às famílias quando os disparos foram ouvidos. Diante do susto e do desespero de algumas pessoas, ele orientou que uma das portas da igreja fosse fechada e pediu que os presentes evitassem correr.

“Nos momentos difíceis, não vai ser o pânico, o desespero que vai resolver. Vai ser a fé. Quando a fé atinge nossa vida e nosso coração, aquele momento se torna refúgio d’Ele. Naquele momento, quando eu vi o desespero de alguns, eu mandei fechar a porta porque não é a correria que vai resolver. Quando a gente se mantém, a gente pensa e procura a solução de onde ir e o que fazer”, relatou.

O momento do tiroteio foi registrado durante uma transmissão ao vivo da missa pelas redes sociais. Nas imagens, é possível ouvir os disparos enquanto a celebração acontecia. Durante a transmissão, o padre também foi ouvido orientando os fiéis: “Não tenha medo. Fecha a porta aí do lado”.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil que informou que nenhuma ocorrência foi registrada. 

Padre lamenta insegurança vivida pela população

Ainda durante o programa, o padre afirmou que lamenta a situação de violência e a sensação de insegurança enfrentada pela população.

“Infelizmente, vivemos em uma situação que eu lamento, o sofrimento do povo. O povo não se sente livre de poder andar e caminhar”, declarou.

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