Associação de PMs presta apoio a major baleada por soldado em Salvador

Associação de PMs também informou que o estado de saúde da major Caroline é estável

Por Anna Caroline Santiago.

A Associação Força Invicta manifestou apoio oficial à Major Caroline, baleada por uma soldado na última segunda-feira (23), dentro da Vila Militar, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De acordo com a última atualização da associação, o quadro da Major Caroline é considerado estável e sem risco de morte.

A oficial, que foi atingida no peito e no rosto, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). Até o momento, não há previsão de alta.

Associação de PMs presta apoio a major baleada por soldado em Salvador.Foto: Reprodução

A soldado envolvida na ocorrência, Beatriz Ferreira Soares da Silva Andrade, também sofreu ferimentos durante o incidente e recebeu atendimento médico.

O presidente da Força Invicta, Major Igor Rocha, garantiu que a entidade está prestando suporte integral à oficial, abrangendo desde a assistência médica até o suporte jurídico. Em pronunciamento, Rocha demonstrou preocupação com o cenário atual, afirmando que a violência interna reflete falhas estruturais, como a flexibilização de avaliações psicológicas.

"A avaliação não pode ocorrer apenas no ingresso. Ela deve acompanhar o militar durante toda a sua carreira", pontuou o presidente, destacando o altíssimo nível de estresse da profissão.

A associação defende que o Estado implemente um protocolo de exames periódicos obrigatórios. A proposta é que policiais e bombeiros militares passem por triagens anuais para atestar a aptidão ao serviço operacional.

"Defendemos que o profissional possa ter, ao longo da carreira, avaliações que garantam que ele está apto para desenvolver sua atividade. Reconhecemos avanços na assistência atual, mas a periodicidade é fundamental", concluiu o Major Igor Rocha.

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De acordo com a TV Aratu, a soldado Beatriz Ferreira Soares da Silva Andrade estaria sendo ouvida pela major durante uma oitiva e, apesar de ser proibido permanecer armada nesse tipo de procedimento, a soldado abriu fogo contra a colega de corporação. A major Caroline Ferreira Souza é integrante do Comando de Policiamento da Região Central (CPRC Central), vinculado ao Departamento de Apoio Logístico (DAL).

Em coletiva de imprensa, o advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), que representa a soldado autora dos disparos, informou que Beatriz estaria enfrentando problemas no trabalho, como suposta perseguição.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que lamenta o ocorrido e informou que está prestando apoio e acompanhamento aos familiares e aos integrantes da corporação.

A soldado Beatriz atua no setor de inteligência da corporação, enquanto a major Caroline integra o CPRC Central, responsável por operações em áreas estratégicas da capital baiana.

Polícia Militar. Foto: Reprodução

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