Casa de Oruam virou 'refúgio de foragidos', diz Ministério Público
Oruam teve a prisão decretada após atacar agentes durante uma operação em sua residência e fugir logo em seguida
O Ministério Público do Rio, que atua em representação da decisão, afirma que a casa de Oruam se tornou um refúgio “de criminosos foragidos”. O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno teve a prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (22), após atacar agentes durante uma operação, o que teria permitido a fuga de um dos principais ladrões de carros do estado.
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Segundo a polícia, o jovem que conseguiu escapar é apontado como líder da chamada “equipe do ódio”, grupo responsável por roubos de veículos na zona norte da capital, além de atuar como segurança de Edgar Alves, o Doca, chefe do Comando Vermelho.
Na decisão, a juíza Ane Cristine Scheele Santos destaca que há provas materiais de que Oruam cometeu crime ao impedir, junto a amigos, a apreensão de um menor procurado por roubo e associação ao tráfico que estava em sua casa. O risco à ordem pública, à instrução criminal e à segurança dos agentes públicos também é citado no documento.
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“A vinculação orgânica do representado [Oruam] com a organização criminosa Comando Vermelho, evidenciada pela reiterada utilização de sua residência como local de acoitamento de criminosos foragidos e pela ostentação pública de sua filiação à facção, demonstra que sua liberdade representa risco concreto e atual à segurança da coletividade”, afirma o MPRJ.
O rapper foi indiciado por desacato, resistência, ameaça, dano, lesão corporal, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Durante o tumulto, Oruam fugiu e chegou a se manifestar nas redes sociais dizendo estar no Complexo da Penha, desafiando a polícia a prendê-lo. “Vale destacar que esta é a segunda vez, em menos de seis meses, que um integrante da facção criminosa é localizado no interior da mesma residência”, informou a corporação.
Fuga de Oruam
Segundo a investigação, Oruam foi indiciado por associação ao tráfico e lesão corporal leve. Ele é acusado de agredir policiais que tentavam apreender um adolescente em sua casa, no Joá, zona oeste do Rio. A polícia afirma que o rapper atirou pedras nos agentes e incentivou outras pessoas a fazerem o mesmo.
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“Uma equipe diligenciou ao local, onde permaneceu monitorando o alvo em viatura descaracterizada. Ao sair da casa com outras quatro pessoas, ele foi abordado pelos agentes, ocasião na qual foi anunciada a apreensão dele, bem como dos bens que portava: um celular e um cordão”, relatou a Polícia Civil.
Durante a abordagem, oito pessoas teriam surgido na varanda da residência e iniciado os ataques. Oruam chegou a ofender o delegado responsável. “Delegado da Civil! Ei, Moysés! Tu é cuzão! Filha da puta! Tá tudo gravado! Você é covarde!”, gritou.
Nas redes sociais, o rapper pediu ajuda aos seguidores: “Quem tiver de moto, brota no Joá” e “Me ajuda, eles estão aqui na minha porta”. A confusão resultou na prisão de Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais, autuado por desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico.
“Posta isso daí, tropa: tem mais de 20 viaturas na porta da minha casa. O mesmo delegado que me prendeu... eu estava saindo, ele botou uma pistola na minha cara, tentou me prender. Conseguimos sair”, disse Oruam.
Com informações do SBT News*
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