Casal é encontrado em condições análogas à escravidão em fazenda no oeste da Bahia
Um casal foi encontrado em condições de trabalho análogo à escravidão durante a produção de carvão vegetal em uma fazenda no oeste da Bahia
Por Ananda Costa.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito, nesta quarta-feira (21), para apurar uma suspeita de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda na zona rural de Brejolândia, no oeste da Bahia. Um casal foi encontrado trabalhando na produção e no ensacamento de carvão vegetal em condições consideradas degradantes.

O flagrante ocorreu na terça-feira (20), durante uma ação da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Além dos indícios de trabalho análogo à escravidão, os policiais identificaram a supressão ilegal de vegetação nativa em uma área de aproximadamente cinco hectares. No local, foram encontradas pilhas de madeira dispostas diretamente sobre o solo, totalizando cerca de 100 metros cúbicos de material lenhoso.
Uma terceira pessoa também estava na propriedade e realizava o corte da vegetação. Durante as diligências, os policiais apreenderam duas motosserras utilizadas na atividade e encontraram aproximadamente 30 pacotes de carvão vegetal.
Segundo a Polícia Militar, as três pessoas foram encaminhadas à Delegacia Territorial de Brejolândia, junto com os equipamentos e materiais relacionados às possíveis infrações. Elas foram ouvidas e liberadas posteriormente.
Bahia tem oito novos empregadores na 'Lista Suja' do trabalho análogo à escravidão

A Bahia teve oito novos empregadores incluídos na “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, atualizada nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O cadastro reúne empregadores que foram responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições semelhantes à escravidão.
Em todo o país, foram incluídos 82 novos empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. O número representa uma redução de aproximadamente 51,48% em relação à atualização anterior.
Os novos registros estão distribuídos por 21 estados e envolvem 553 trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições análogas à escravidão. Minas Gerais concentra a maior quantidade de ocorrências, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito.
Em 2025, Bahia também estava entre os estados com maior número de empregadores incluídos na nova edição da “Lista Suja” do trabalho escravo
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