Chefe de facção em Serrinha, foragido da Justiça é preso no Tocantins
Chefe de facção é investigado pela morte de um jovem em um ataque a tiros
Um homem de 34 anos, foragido da Bahia e apontado como chefe de facção com atuação em Serrinha, foi preso nesta sexta-feira (10), no Tocantins. Ele era investigado por envolvimento na morte de um jovem em um ataque a tiros dentro de um bar, ocorrido em fevereiro de 2025.

Segundo as investigações, o crime teve como vítima Gleidson Dias Araújo, de 25 anos. Na ocasião, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu no local. Após a ação, os suspeitos fugiram.
As apurações indicaram que a motivação do homicídio estaria relacionada a uma dívida decorrente da compra de uma arma de fogo. O homem preso nesta sexta-feira também é investigado pela atuação na organização criminosa que opera no município.
Localizado no estado do Tocantins, o suspeito foi encaminhado a uma unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais. Ele permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Violência na Bahia
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública.
De acordo com o ranking, o Amapá liderou a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, apareceram a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
A Bahia tem 13 cidades entre as 100 mais violentas do Brasil. É o que aponta levantamento realizado pelo Aratu On a partir de dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado empata com o Rio de Janeiro na ponta do ranking. Os dados se referem a 2025 e incluem apenas os números absolutos de vítimas de homicídios dolosos.

A única cidade da Bahia no top 10 é Salvador. A capital baiana, terceira no ranking, registrou 669 notificações de homicídios dolosos. A cidade perde para o Rio de Janeiro (1.152 casos) e Fortaleza (718 casos). Esta, inclusive, é a primeira vez em cinco anos que Salvador não lidera os casos de violência no Nordeste.
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