Família de dançarina morta dentro de hotel em Salvador faz apelo para conseguir levar o corpo ao Chile
Dançarina chilena foi encontrada morta em um quarto de hotel no bairro do Rio Vermelho, em Salvador
A família da dançarina chilena Silvia Gabriela Gatica Perez, de 32 anos, está mobilizando uma vaquinha para arrecadar recursos destinados ao translado do corpo da professora de dança para o Chile. Silvia foi encontrada morta na última sexta-feira (21), em um hotel localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

O Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) confirmou ao Aratu On que o corpo da dançarina ainda não foi liberado e permanece na instituição, aguardando a chegada de familiares para dar continuidade aos trâmites necessários.
Silvia estava em Salvador para participar do FitDance Com 2026, realizado no Centro de Convenções Salvador. Ela foi localizada por colegas que também participavam do evento.
Segundo informações preliminares, a professora teria sofrido uma crise epiléptica antes de ser encontrada morta. A assessoria do FitDance informou que há indícios de que o óbito esteja relacionado a uma condição de saúde preexistente.
Na sexta-feira, a organização do evento informou que os familiares de Silvia já estavam a caminho do Brasil para iniciar os procedimentos necessários para o translado do corpo.
Família enfrenta dificuldades para custear translado
Apesar da mobilização, os familiares enfrentam dificuldades para arcar com os custos do retorno do corpo ao Chile. O translado internacional pode custar entre R$ 35 mil e R$ 60 mil, dependendo dos procedimentos e serviços necessários.
Além do transporte, despesas como funeral, cremação e preparação do corpo, em regra, ficam sob responsabilidade da família. O consulado chileno pode prestar orientações e auxiliar nos trâmites burocráticos, mas não necessariamente assume os custos envolvidos.
A vaquinha busca reunir o valor necessário para que o corpo de Silvia seja levado de volta ao Chile e entregue à família.
Amiga relata crise de epilepsia antes da morte

Uma amiga da vítima, identificada como Erica, relatou que a mulher tinha epilepsia e teria sofrido uma crise enquanto estava sozinha. Segundo informações repassadas pela família, ela não consumia bebidas alcoólicas ou drogas devido ao uso de medicamentos para o tratamento da doença.
De acordo com Erica, a vítima estava com um grupo de mais de 30 pessoas, que ensaiava para uma apresentação de dança. Silvia retornou ao quarto para descansar durante o ensaio. Quando os amigos foram procurá-la, e a encontraram desacordada.
Os colegas acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a dançarina já estava sem vida. O caso é investigado pela 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho). Guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas.
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