Mãe flagra ex-companheiro abusando de enteada de 9 anos em Salvador
Família do suspeito de abusar de enteada chegou a oferecer dinheiro à mãe da vítima para que o caso não fosse denunciado
A mãe de uma criança de nove anos denunciou o ex-companheiro, identificado como Renato Almeida Nascimento, por abusar sexualmente da enteada. A mulher afirma que presenciou o crime, que teria ocorrido no último sábado (18), na residência da família, localizada no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador.

Segundo a mãe, ela estava dormindo e, ao acordar, sentiu falta do parceiro. Ao ir até a sala, encontrou o suspeito praticando o ato. Ao presenciar o crime, a mulher ainda tentou pegar uma faca contra o suspeito, que conseguiu fugir. Até o momento, Renato ainda não foi localizado.
A vítima revelou à mãe que esta não foi a primeira vez. Alegou ainda que o suspeito a ameaçava, assim como a família, de morte, caso ela contasse sobre os abusos.
A mãe conta que prestou queixa na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). Em seguida, a criança foi submetida ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a mulher, o suspeito fugiu para a casa da mãe dele, em Dias d’Ávila. A ex-sogra teria pedido que ela não denunciasse o caso. “Ela ficou sabendo e pediu para eu não falar nada a ninguém e guardar isso para mim. Ela me ofereceu dinheiro para eu ficar calada”, revelou em entrevista ao programa Alô Juca.
Assista:
Bahia está entre estados com mais denúncias de estupro a crianças
De acordo com dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, em 2024 foram registradas 33.761 denúncias de violações de direitos humanos no estado. Destas, 13.740 envolvem vítimas infantojuvenis, incluindo casos de violência sexual. Em 2025, até o dia 5 de maio, foram contabilizadas 568 denúncias de estupro de vulnerável na Bahia — o quinto maior volume entre os estados brasileiros.
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No mesmo período, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ofereceu 1.764 denúncias de estupro de vulnerável à Justiça. Já o Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) registrou 2.907 procedimentos voltados à proteção de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual em 2024.
Diante desse quadro, o MPBA intensificou as ações de enfrentamento à violência sexual infantojuvenil. Neste mês, lançou a campanha “Se você repara, deve ajudar a parar”, com o objetivo de alertar a sociedade para os sinais de abuso e incentivar a denúncia de qualquer suspeita.

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