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Missa em Salvador marca três anos da morte de Mãe Bernadete; relembre caso

Missa no Bonfim marca três anos da morte de Mãe Bernadete nesta segunda-feira (17)

Por Ananda Costa.

Três anos após o assassinato de Mãe Bernadete, familiares, amigos e representantes de movimentos sociais se reúnem nesta segunda-feira (17) às 9h, no Santuário do Senhor do Bonfim, em Salvador, para prestar uma homenagem à liderança quilombola.

Mae Bernadete

Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023, dentro da própria casa, na comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Aos 72 anos, ela foi atingida por 25 tiros enquanto estava sentada no sofá da residência.

O crime teve grande repercussão e provocou mobilização de organizações ligadas à defesa dos direitos humanos e das comunidades quilombolas. 

Além da atuação religiosa, ela era uma importante liderança de Pitanga dos Palmares e se tornou uma referência na defesa dos direitos humanos. Sua trajetória também foi marcada pela luta contra a violência e pela valorização da cultura e da identidade quilombola.

Relembre caso Mãe Bernadete

Mãe Bernadete foi vítima de homicídio em 17 de agosto de 2023, na sede da associação do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. No momento do crime, três netos da vítima — de 12, 13 e 18 anos — estavam no imóvel.

Na época, Mãe Bernadete estava sob proteção da Polícia Militar, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), havia pelo menos dois anos, em razão de ameaças recorrentes. Segundo a defesa da família, os riscos enfrentados pela liderança eram de conhecimento das autoridades.

O assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira teria tido como mandante Marílio dos Santos, investigado e apontado pelo MP-BA como liderança do tráfico de drogas na região. Já Arielson da Conceição Santos foi identificado como um dos executores. 

Conforme a denúncia, o crime teria sido praticado por motivo torpe, com uso de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima e com emprego de arma de fogo de uso restrito. Além disso, Arielson também foi denunciado por roubo.

Os acusados de matar a ialorixá, Bernadete Pacífico, foram condenados a quase 70 anos de prisão (somando as duas penas). A decisão foi determinada pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, durante júri popular finalizado nesta noite no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Os sete jurados participantes do julgamento decidiram pela condenação de Maurílio dos Santos, acusado de ser o mandante do crime, e Arielson da Conceição Santos, identificado como executor. O primeiro foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão, enquanto o segundo recebeu pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, além de multa.

Últimas atualizações

Suspeito De Matar Mae Bernadete

Em abril deste ano, o homem apontado como autor do assassinato de Mãe Bernadete morreu após confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, na madrugada desta quinta-feira (16), na zona rural do município de Catu, na Bahia.

 Marílio dos Santos, conhecido pelo apelido de “Maquinista”, era apontado como um dos criminosos mais procurados da Bahia e figurava no topo da lista de alvos prioritários das forças de segurança.

Identificado como o “Ás de Ouros” do chamado Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública, ele era considerado foragido da Justiça e associado a crimes de alta gravidade no estado.

A alcunha no baralho, que reúne suspeitos com forte atuação em organizações criminosas, indicava o nível de periculosidade atribuído a Marílio pelas autoridades. Segundo investigações, ele era apontado como autor do assassinato de Mãe Bernadete, liderança quilombola de grande relevância na Bahia, crime que teve ampla repercussão e mobilizou forças policiais.

LEIA MAIS: Caso Mãe Bernadete: após acordo, governo indeniza família de líder quilombola

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