Mulher desarma ex-companheiro após disparos e ameaças de morte na Bahia
O caso foi registrado na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia
Por Victor Souza.
Uma mulher de 30 anos conseguiu desarmar o ex-companheiro, de 32 anos, depois que foi ameaçada de morte, na manhã desta quarta-feira (24). O caso foi registrado na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia.

O homem invadiu a residência da vítima em posse de uma arma exigindo o retorno do relacionamento. Ele ameaçou ainda a mulher de morte e tentou intimidar a antiga companheira.
Ele ainda teria disparado contra a mulher no local. No entanto, a mulher conseguiu reagir às agressões verbais e psicológicas do homem. Depois do episódio, o homem fugiu do local.
O suspeito ainda não foi encontrado pela polícia.
Feminicídio na Bahia
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
O relatório também aponta crescimento nos casos de violência sexual. Os registros passaram de 602 para 961 ocorrências em um ano, o que representa uma alta de 56,6%. Mais da metade das vítimas (56,5%) eram crianças e adolescentes de até 17 anos.
Segundo o estudo, companheiros ou ex-companheiros foram responsáveis por 78,5% das agressões registradas.

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