Mulher morta após agressão será sepultada nesta sexta (22) em Salvador
A mulher morreu após ser vítima de agressões e o caso é investigado pela Polícia Civil como suspeita de feminicídio
Por Dinaldo dos Santos.
O corpo de Iana Silva Santos será sepultado nesta sexta-feira (22), às 15h, no cemitério da Ordem Primeira do São João Francisco Villar, no bairro da Baixa de Quintas, em Salvador. A mulher morreu após ser vítima de agressões e o caso é investigado pela Polícia Civil como suspeita de feminicídio.

Iana foi socorrida e levada ao Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo as informações apuradas pela polícia, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, identificado como Jonatas. Familiares relataram histórico de violência doméstica e informaram que o homem já havia sido preso anteriormente por agressões contra Iana.
Irmão de autor teria auxiliado na fuga
Na manhã de ontem (21), familiares de Iana relataram que um homem identificado como Jean, irmão de Jonatas, teria dado fuga ao autor do crime.
As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do caso e localizar o suspeito.
Em entrevista ao programa Alô Juca da TV Aratu, Jean disse que não aprova a atitude do irmão e que jamais teria lhe ajudado na fuga. Acrescentou que, inclusive, dava conselho para Jonatas mudar o seu comportamento e procurar um emprego. Jean disse também que, em outra ocasião, teria dado socorro para Iana, quando foi agredida pelo suspeito.
Veja reportagem:
Violência em Salvador
Dados do relatório da Polícia Civil sobre os crimes em Salvador no primeiro semestre de 2025 confirmam a capital baiana como a cidade mais violenta do país, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, obtido com exclusividade pelo Aratu On.
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Crimes Violentos Letais Intencionais
Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).
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No índice de 2024 do Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52, enquanto a média nacional é 20,4. No total, foram registradas 1.335 mortes violentas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses.
Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, capital do Macapá. A Bahia, por sua vez, é o segundo estado mais violento do país. Perde apenas para o Amapá.
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