PM preso por sequestro já foi alvo de oito inquéritos por homicídio na Bahia
PM preso por sequestro é apontado como um dos chefes de grupo de extorsão e sequestro na Região Metropolitana de Salvador
O policial militar Michael Ramon Sinézio Filgueira, de 36 anos, que se entregou à polícia nesta quarta-feira (10), já havia sido alvo de oito inquéritos por homicídio antes de ser preso por suspeita de integrar uma organização criminosa. PM preso por sequestro, é um dos alvos da Operação Juramento Quebrado, deflagrada na Região Metropolitana de Salvador para investigar crimes de sequestro, homicídios e ocultação de cadáveres.
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Lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar da Bahia, Michael é apontado pelas investigações como cabeça do grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, ele era responsável por recrutar policiais da ativa, ex-policiais militares e profissionais da segurança privada para atuar no esquema.
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O militar já respondeu a oito inquéritos por homicídio, sendo sete por homicídio simples e um por homicídio qualificado. Na terça-feira (9), quando os demais investigados, Jackson Rodrigues, de 38 anos, e Tamiris Sousa Cruz, de 28, foram presos, Michael era considerado foragido.
Com o avanço das investigações, o policial se apresentou no Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, onde teve o mandado de prisão cumprido.
Investigações envolve PM

As investigações apontam que as vítimas eram escolhidas com base em antecedentes criminais. Após serem sequestradas, eram levadas para um cativeiro localizado em Barra de Pojuca, também em Camaçari, onde familiares ou pessoas próximas eram coagidas a realizar pagamentos para garantir a libertação dos reféns.
Entre os casos investigados está o sequestro de uma vítima abordada em Mussurunga, em Salvador, no dia 5 de março deste ano. Outro episódio semelhante ocorreu três dias antes, em Simões Filho. Segundo a polícia, ambos os casos tiveram como destino o mesmo cativeiro utilizado pela organização.
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Além dos crimes de extorsão mediante sequestro, o grupo também é investigado por homicídios, ocultação de cadáver e atuação em atividades características de milícia na região de Barra de Pojuca.
A Delegacia Antissequestro ainda apura outros três casos com características semelhantes que podem ter ligação com a mesma organização criminosa.
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