Saiba como evitar bebidas adulteradas no Carnaval

Casos recentes de intoxicação por metanol acendem alerta para medidas de prevenção durante o Carnaval

Por Anna Caroline Santiago.

Com a contagem regressiva para o Carnaval de Salvador, o clima de festa vem acompanhado de uma nova preocupação. Desde setembro de 2025, quando os primeiros casos de intoxicação por bebidas adulteradas foram registrados, as autoridades de saúde monitoram de perto o mercado informal. O risco é potencializado pela busca por preços mais baixos e pelo alto consumo, durante as festas.

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Saiba como evitar bebidas adulteradas no Carnaval.Foto: Freepik

O grande vilão este ano é o metanol, uma substância altamente tóxica que pode causar danos irreversíveis ou ser fatal. Segundo Eduardo Grecco, gastrocirurgião e professor de medicina da Faculdade do ABC, o perigo vai muito além de uma ressaca severa.

"Durante o Carnaval, esse risco aumenta devido ao alto consumo de bebidas vendidas na rua, muitas vezes sem procedência conhecida", alerta o especialista.

A ingestão de substâncias impróprias ataca o organismo em diversas frentes. Inicialmente, o folião pode sentir náuseas, vômitos e gastrite aguda. No entanto, a intoxicação sistêmica por metanol atinge órgãos vitais como o fígado, cérebro e coração.

As complicações graves incluem:

  • Neurológicas: Confusão mental, coma e cegueira (frequentemente irreversível).

  • Cardíacas: Arritmias graves e insuficiência.

  • Hepáticas: Hepatite tóxica e insuficiência hepática aguda.

Como curtir sem riscos

Como é difícil identificar a adulteração apenas pelo olfato ou paladar, a prevenção é a melhor estratégia. Confira as recomendações do Dr. Eduardo Grecco:

  1. Dê prioridade a latas: Bebidas enlatadas e lacradas são mais difíceis de falsificar.

  2. Cuidado com os destilados: Evite combos ou doses de procedência desconhecida.

  3. Lacre à vista: Nunca aceite bebidas de garrafas já abertas ou manipuladas fora do seu campo de visão.

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  4. Individualidade: Evite compartilhar copos e recipientes.

  5. Pontos de confiança: Procure comprar apenas em estabelecimentos ou vendedores credenciados.

  6. Sinal de alerta: Desconfie imediatamente se o sabor estiver estranho ou se sentir reações físicas incomuns logo nos primeiros goles.

Suspeita de intoxicação: O que fazer?

Diferenciar uma ressaca comum de uma intoxicação química é crucial. Se você ou algum acompanhante apresentar dor intensa, vômitos persistentes, desmaios, falta de ar ou taquicardia, procure atendimento médico imediato.

A rapidez no diagnóstico é o fator determinante para o sucesso do tratamento, que pode envolver desde hidratação venosa profunda até protocolos de desintoxicação rigorosos. Em casos severos, o tempo de recuperação do organismo pode se estender por semanas.

Com informações do SBT News *

Jovem de 26 anos morre após intoxicação por metanol; Bahia tem 3 óbitos

O governo de São Paulo confirmou a 12ª morte por intoxicação por metanol no estado. A vítima é um jovem de 26 anos, morador de Mauá. A informação foi publicada no Uol.

O jovem de Mauá morreu em 26 de janeiro, após alguns dias internado. Segundo a publicação, ele foi atendido inicialmente na UPA Barão de Mauá em 19 de janeiro e não teve a identidade divulgada. Com a atualização divulgada, o total, em São Paulo, chega a 52 casos confirmados, sendo 12 óbitos.

O que é metanol?

 Metanol, também conhecido como álcool metílico, é um composto químico da família dos álcoois. Foto: Reprodução

O que é metanol? A pergunta ganhou destaque após autoridades de saúde em São Paulo confirmarem mortes por intoxicação causada pela substância presente em bebidas adulteradas.

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um composto químico da família dos álcoois. Líquido, incolor e inflamável, tem cheiro e sabor semelhantes ao do etanol, álcool presente nas bebidas alcoólicas, o que o torna quase indetectável quando misturado a elas.

Diferente do etanol, o metanol é usado principalmente como insumo na indústria química, na fabricação de solventes, adesivos, pisos e revestimentos. Apesar de sua importância industrial, é altamente tóxico para o consumo humano e pode ser letal mesmo em pequenas quantidades.

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