Tráfico de animais na Bahia: PF cumpre seis mandados e apreende papagaios durante operação
Ação foi realizada em Vitória da Conquista; grupo investigado é suspeito de capturar aves em outras regiões do estado para comercialização ilegal.
Por Victor Hernandes.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação contra o tráfico de animais silvestres na Bahia. Batizada de Operação Captura Inversa, a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, e resultou na apreensão de papagaios-verdadeiros.

As aves, da espécie Amazona aestiva, foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde devem receber os cuidados necessários.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de capturar aves nativas em outras regiões da Bahia e transportá-las para Vitória da Conquista, onde seriam comercializadas ilegalmente.
PF investiga grupo suspeito de tráfico de animais na Bahia
As investigações começaram após a identificação de um possível grupo envolvido na captura e comercialização ilegal de aves da fauna brasileira. Os seis mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal. O objetivo das diligências foi recolher materiais que possam contribuir para o avanço das investigações e identificar a participação dos suspeitos no esquema.
Ao final do inquérito, os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e tráfico de animais silvestres. Somadas, as penas previstas para os delitos podem chegar a quatro anos de prisão.
PF também investiga tráfico de tarântulas em Salvador
O combate ao tráfico de animais silvestres também foi alvo de outra operação da Polícia Federal na Bahia. Em Salvador, a corporação apreendeu tarântulas nativas brasileiras durante a Operação Tarântulas II. A ação investiga a aquisição, guarda, criação, comercialização e remessa ilegal de animais silvestres, com foco no tráfico de aranhas da família Theraphosidae.
A operação é um desdobramento de uma ação deflagrada pela PF em setembro de 2025. As investigações começaram após a identificação de um esquema de criação e comercialização clandestina de aracnídeos. A análise do material apreendido na primeira fase permitiu identificar novos suspeitos e apontar indícios de uma rede estruturada, envolvendo criadores, intermediários e compradores em diferentes estados brasileiros.
Segundo a Polícia Federal, também foram identificados contatos com comerciantes e compradores estabelecidos no exterior. Os elementos reunidos apontam para a possível prática de crimes como aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.

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