Greve dos rodoviários de Salvador: Justiça determina frota mínima nesta sexta
A medida, assinada pela desembargadora Ivana Magaldi, apontou uma multa diária de R$50 mil ao Sindicato dos Rodoviários da Bahia, em caso de descumprimento
Por Victor Souza.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA) determinou o funcionamento de pelo menos 60% da frota de ônibus de Salvador nos horários de pico (4h30 às 8h30 às 17h às 20h) e 40% da frota nos demais horários, durante a greve, nesta sexta-feira (22). A medida, assinada pela desembargadora Ivana Magaldi, apontou uma multa diária de R$50 mil ao Sindicato dos Rodoviários da Bahia, em caso de descumprimento.

O anúncio chega após o TRT-BA realizar uma nova proposta e o sindicato dos rodoviários se comprometer a levar aos trabalhadores, durante assembleia nesta sexta-feira às 8h. Depois de apresentar as reivindicações ao grupo, uma nova audiência foi marca para às 11h, com o intuito de divulgar se a greve seguirá.
O ato chega pelo serviço dos coletivos ser considerado essencial para prestar assistência nos principais corredores de transporte da capital baiana. Além disso, a Secretaria de Mobilidade (Semob) informou ao Aratu ON que 180 ônibus do Sistema de Transporte Complementar (STEC) estão disponíveis para atender a população que utiliza os coletivos.
A greve
Os Rodoviários de Salvador confirmaram o início da greve para esta sexta-feira (22), em Salvador. Segundo a categoria, a paralisação será por tempo indeterminado, até que haja uma negociação justa por parte dos empresários.
Os trabalhadores realizaram uma assembleia na tarde desta quinta-feira (21), na sede do Sindicato dos Rodoviários, no bairro de Brotas, e chegaram ao consenso de que, como os pedidos da categoria não foram atendidos, está mantido o início da greve para 00h01 desta sexta-feira (22). A categoria reforçou que o patronato continuou com uma postura neutra e sem pretensão de negociação.
Em reportagem exclusiva ao Aratu On, Daniel Mota, diretor do Sindicato dos Rodoviários, afirmou que não há perspectiva de negociação com os empresários.
“Nós, rodoviários, temos prejuízos, porque sabemos como uma greve começa, mas não como termina. Enfim, é uma situação sem horizonte, mas a gente acredita na união dos trabalhadores.”
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