Médico preso por assédio sexual em Salvador terá audiência nesta quinta
Médico preso por assédio sexual em Salvador teve flagrante por crime contra jovem de 18 anos
O médico Alexandre El Sarli Dias, denunciado por assédio sexual durante um atendimento em Salvador, passará por audiência de custódia, nesta quinta-feira (9). O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou ao AratuON que Alexandre será submetido a audiência, às 9h30 desta quinta, na 3ª Vara das Garantias de Salvador.

O profissional foi preso em flagrante pelo crime de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos na noite de terça-feira (7), na Unidade de Emergência de Pirajá. Na ocasião, a vítima disse que realizou uma consulta de retorno com o médico, após sofrer uma fratura em um dos dedos. Entretanto, Alexandre teria dirigido e investidos de conteúdos de cunho sexual contra a mulher.
Ele teria chegado a tirar parte da roupa e abaixar a calça dela e tentado abusar da vítima. Depois que saiu do local, a mulher fez contato e denunciou o ocorrido para policiais militar, que estavam no bairro. Já o médico denunciado foi levado para a Central de Flagrantes, nos Barris. Em seguida o caso foi encaminhado para a Casa da Mulher Brasileira.
Médico preso por assédio sexual em Salvador passará por audiência
A Polícia Militar comunicou que equipes da 9ª CIPM foram acionadas após uma denúncia em uma unidade hospitalar localizada na Rua João Batista, no bairro de Águas Claras. Os policiais identificaram e prenderam o suspeito, que foi encaminhado junto com a vítima para a Deam.
A Polícia Civil informou que foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante (APF) pelo crime de importunação sexual. O médico permanece custodiado e à disposição da Justiça. A investigação pode apurar também outra denuncia feita contra o profissional. Uma mulher, que preferiu não se identificar, disse também que foi vítima de assédio por parte do médico.
A paciente contou que procurou atendimento por causa de uma forte dor no estômago. Durante a consulta, ela afirma que o médico pediu que levantasse a blusa e, em seguida, tocou em seus seios. Naquele momento, segundo a mulher, ela acreditou que o procedimento fazia parte do atendimento médico. Depois, ao refletir sobre o ocorrido, percebeu que o toque não tinha relação com a queixa apresentada e passou a acreditar que outras pacientes também poderiam ter passado pela mesma situação, conforme o programa Alô Juca,
Outros casos envolvendo médicos
Um médico clínico geral de 29 anos, identificado como Gustavo Lopes de Oliveira, foi preso na manhã desta terça-feira (3), no município de Seabra, durante a Operação Praesidium. Ele é investigado pelos crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. O suspeito atuava em consultórios particulares e em postos de saúde da rede pública.
Até o momento, três vítimas foram identificadas: duas mulheres, de 19 e 24 anos, e uma adolescente de 14 anos. Segundo as investigações, uma das apurações aponta que o médico se aproveitava da posição profissional para praticar violência psicológica e sexual contra a ex-assistente.
Além disso, um médico ginecologista, identificado como Marcelo Arantes Silva, foi preso por suspeita de estuprar pacientes enquanto realizava consultas e exames em Goiânia e Senador Canedo. De acordo com a Polícia Civil, já foram identificadas cerca de 20 mulheres. O homem foi detido em casa.
A prisão preventiva foi determinada pela Justiça após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo. O médico foi detido em casa.
De acordo com a investigação da polícia, os casos aconteceram entre 2017 e 2026, o ginecologista se aproximava das pacientes e tentava ganhar a confiança das vítimas antes de cometer os abusos.
A delegada responsável pelo caso declarou ao G1 GO que o comportamento acontecia de forma recorrente durante os atendimentos, com relatos de toques físicos sem consentimento e perguntas de cunho íntimo. Em algumas situações, o médico realizava exames sem luvas e fazia questionamentos inadequados durante os procedimentos.
O suspeito pode responder por estupro de vulnerável, por que segundo a polícia, os crimes ocorreram em uma situação em que as vítimas estavam sob autoridade médica.

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