Morre o escritor Luís Fernando Veríssimo, aos 88 anos, em Porto Alegre

Luis Fernando Verissimo lançou seu primeiro livro em 1973. "O popular: crônicas, ou coisa parecida" é uma coletânea de textos que ele havia publicado em jornais

Por Da redação.

Morreu, neste sábado (30), aos 88 anos, o escritor, cartunista e humorista Luis Fernando Verissimo, filho do também escritor Érico Verissimo e de Mafalda Verissimo.

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Conforme publicou o Uol, a assessoria do Hospital Moinhos de Vento, onde o escritor estava internado, informou que Verissimo morreu às 0h40, em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia.

Luís Fernando Verissimo. Foto: Divulgação

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O escritor brasileiro nasceu em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936. Viveu nos Estados Unidos em parte da infância e juventude porque seu pai foi professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e diretor cultural da União Pan-americana em Washington. 

Luis Fernando Verissimo lançou seu primeiro livro em 1973. "O popular: crônicas, ou coisa parecida" é uma coletânea de textos que ele havia publicado em jornais, acompanhados de desenhos feitos pelo próprio autor.

Ele guardou uma cópia da primeira edição com uma dedicatória a si mesmo: "Para o autor dos meus dias e outras grandes obras? Um abraço, Luis Fernando. Porto Alegre, 11/12/73". O exemplar hoje faz parte do acervo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, na capital gaúcha.

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Luís Fernando publicou mais de 60 livros ao longo da vida. Alguns dos títulos mais famosos são "A Mesa Voadora" (1982), "O jardim do diabo" (1988, seu primeiro romance), "As Mentiras que os Homens Contam" (2000) e "Comédias para Se Ler na Escola" (2001).

Luis Fernando Verissimo. Foto: Divulgação

Consagrou-se com personagens que representavam setores da sociedade brasileira. Dentre eles, o Analista de Bagé, que aplica um "joelhaço" em seus pacientes para fazê-los se esquecerem das dores emocionais, e a Velhinha de Taubaté, descrita como "a última pessoa no Brasil que ainda acredita no governo" — criada no contexto da decadência da ditadura militar.

Nos últimos anos, enfrentou problemas de saúde. Em 2020, teve um câncer ósseo na mandíbula, que tratou com uma cirurgia bem-sucedida. No ano seguinte, no entanto, sofreu um AVC que o fez parar de escrever. As sequelas, combinadas com o avanço da doença de Parkinson, aceleraram a deterioração de sua saúde.

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