Caso Geovane: Sete PMs acusados pela morte de jovem vão a júri na próxima segunda

Os policiais serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima

Por Victor Souza.

Sete policiais militares, acusados pela morte de Geovane Mascarenhas, vão a júri popular, na próxima segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os policiais serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima

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Os PMs Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira, serão julgados por roubo qualificado pelas circunstâncias e, a exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver. 

Uma denúncia do Ministério Público (MP-BA) apontou que o crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014. Na época, Geovane Mascarenhas de Santana pilotava sua motocicleta, quando foi abordado por uma guarnição da PM. 

Os policiais conduziram a vítima na viatura juntamente com sua motocicleta para o local em que assassinaram Geovane Mascarenhas. Ainda segundo a denúncia, os PMs atearam fogo no corpo para ocultar o cadáver e o abandonaram no Parque São Bartolomeu, subtraindo a motocicleta e o aparelho celular da vítima. 

Os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, afirma a denúncia do MPBA, registrando que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, que foi surpreendida, sem nenhuma justificativa legal, presa e mantida sob a guarda dos PMs, quando então foi morta.

Relembre o caso 

Geovane Mascarenhas de Santana sumiu no dia 2 de agosto de 2014. O laudo do Departamento de Polícia Técnica da Bahia constatou que o rapaz foi decapitado, carbonizado, teve duas tatuagens removidas do corpo e os órgãos genitais retirados. O jovem foi enterrado no dia 24 de agosto de 2017, no município de Serra Preta.

Cláudio, Jaílson e Jesimel chegaram a ser presos em agosto de 2014, no Batalhão de Choque da PM, em Lauro de Freitas. Os três foram soltos no dia 12 de outubro do mesmo ano, após cumprirem 60 dias de prisão provisória. 

O advogado dos policiais, Vivaldo Amaral, informou à época que o delegado não requereu prisão preventiva.

Na época, o então comandante da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, disse que os agentes afirmam em depoimento que o rapaz foi abordado por ter características semelhantes às de um assaltante que teria roubado uma mulher na região da Calçada. Eles sustentaram que levaram Geovane até à vítima, mas ela não o reconheceu.

Ministerio Publico

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