Ator José Dumont é condenado a 9 anos de prisão por estupro de vulnerável
José Dumont é investigado desde 2022 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos
O ator José Dumont foi preso nesta quarta-feira (4), após condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável. O artista passou a ser investigado em 2022, depois de uma denúncia de abuso sexual contra um menino de 11 anos.

Dumont foi detido em sua residência, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em decisão com trânsito em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ou seja, sem possibilidade de novos recursos.
A denúncia foi feita por moradores do prédio onde o ator vivia. De acordo com as investigações, ele teria levado para o apartamento um menino de 11 anos, filho de uma comerciante que vendia alimentos na porta do edifício. Testemunhas relataram que a criança já teria estado no local em outras ocasiões.
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Após o cumprimento das formalidades legais, o ator será encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.
Carreira
Natural da Paraíba, Dumont iniciou a carreira artística nos anos 1970, no teatro, após passagens pelo Exército e pela Marinha Mercante.
O reconhecimento nacional veio com o filme O Homem que Virou Suco, dirigido por João Batista de Andrade. Ao longo da trajetória, participou de cerca de 50 produções entre longas e curtas-metragens. Entre os trabalhos mais conhecidos estão Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia e Morte e Vida Severina. Seu trabalho mais recente no cinema foi em Curral, lançado em 2021.
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Bahia está entre estados com mais denúncias de estupro a crianças
O Brasil vive um cenário alarmante de violência sexual contra crianças e adolescentes. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, o país registrou 83.988 casos de estupro em 2023 — um aumento de 91,5% em relação a 2011. A cada hora, sete crianças ou adolescentes são vítimas desse crime. Do total de ocorrências, 76% envolvem vítimas consideradas vulneráveis, ou seja, menores de 18 anos.
Grande parte dos casos ocorre no ambiente doméstico. Os dados apontam que 61,7% dos estupros contra crianças e adolescentes são cometidos por familiares ou pessoas próximas, o que dificulta a identificação e a denúncia.

Na Bahia, os números também preocupam. De acordo com dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, em 2024 foram registradas 33.761 denúncias de violações de direitos humanos no estado. Destas, 13.740 envolvem vítimas infantojuvenis, incluindo casos de violência sexual. Em 2025, até o dia 5 de maio, foram contabilizadas 568 denúncias de estupro de vulnerável na Bahia — o quinto maior volume entre os estados brasileiros.
No mesmo período, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ofereceu 1.764 denúncias de estupro de vulnerável à Justiça. Já o Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) registrou 2.907 procedimentos voltados à proteção de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual em 2024.
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