Gêmeas torturadas em Lauro de Freitas seguem internadas no HGE
As irmãs teriam sido submetidas a sessões de tortura, tendo os dedos das mão mutilados, além de terem sofrido fraturas pelo corpo, devido a espancamentos
Por Dinaldo dos Santos.
As irmãs gêmeas vítimas de tortura no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, continuam internadas no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde delas.

O caso, que ganhou grande repercussão nos últimos dias, mobilizou forças de segurança e gerou comoção pública diante da gravidade das agressões. As irmãs teriam sido submetidas a sessões de tortura, tendo os dedos das mão mutilados, além de terem sofrido fraturas pelo corpo, devido a espancamentos.
As gêmeas foram abordadas por homens armados ao deixarem uma unidade de saúde em Lauro de Freitas, onde haviam ido após uma delas passar mal, segundo relatos.
A suspeita é de que integrantes do Comando Vermelho (CV) tenham cometido as agressões, possivelmente por elas terem sido confundidas como 'olheiras' ou residirem em uma área dominada por uma facção rival, o Bonde do Maluco (BDM).
Violência em Salvador
Como a quinta capital mais populosa do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza, Salvador enfrenta um dos maiores desafios da sua história recente: a segurança pública. Ranqueada como a capital mais violenta do país em 2024 pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cidade registra índices alarmantes de homicídios, crimes armados e violência urbana.
Para traçar um panorama, o Aratu On consultou registros da Polícia Civil referentes ao primeiro semestre de 2025. Entre janeiro e junho, foram contabilizados 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar - sendo 95% das vítimas homens e 5% mulheres. Ainda foram registrados 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).

No Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional, de 20,4.
No total, 1.335 mortes violentas foram registradas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses. Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, enquanto a Bahia se mantém como o segundo estado mais violento do país, atrás apenas do Amapá.
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