Morre homem atacado com água quente após duas semanas internado em Salvador

Homem atacado com água quente estava internado desde o último dia 28 de abril, no bairro da Boca do Rio

Por Anna Caroline Santiago.

Flávio Jesus dos Anjos, conhecido como “Bitinho”, morreu nesta terça-feira (12), após passar 14 dias internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Ele havia sido atacado com água quente por uma mulher no bairro da Boca do Rio.

Morre homem atacado com água quente após duas semanas internado em Salvador. Foto: Sesab

O crime ocorreu no último dia 28 de abril, na Rua Edmundo Guimarães, no Alto do São Francisco. Segundo a Polícia Civil, Flávio estava deitado em frente à residência de Mabel de Santana Sena quando foi atingido pela água fervente. A suspeita foi presa em flagrante.

De acordo com testemunhas, a vítima estava em situação de vulnerabilidade e apresentava sinais de embriaguez no momento da agressão. Desde o ataque, Flávio permanecia internado em estado grave.

Em entrevista ao Aratu On, o irmão da vítima afirmou que, desde a internação, os médicos já apontavam risco de morte devido à gravidade dos ferimentos.

O crime

De acordo com relato de uma testemunha, moradora da mesma localidade, ela recebeu uma ligação informando que algo grave havia ocorrido com Flávio e que uma mulher chamada Mabel teria jogado água quente sobre ele. A testemunha afirmou que se deslocou imediatamente até o local e encontrou uma viatura da Polícia Militar e, em seguida, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ainda segundo informações colhidas no local, além de despejar água fervente, a agressora também desferiu golpes de pauladas contra a vítima. Flávio foi encontrado desorientado e com ferimentos graves, incluindo queimaduras nos membros superiores, costas, tronco e rosto.

Mabel de Santana Sena. Foto: Reprodução

Segundo o depoimento, Mobel de Santana Sena reside no bairro com o companheiro, filhos e a mãe, de 83 anos. A testemunha afirmou ainda que procurou a polícia em busca de justiça, considerando o caso como um ato de tortura contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade. Ela descreveu a vítima como alguém com saúde debilitada devido ao alcoolismo crônico e sem condições de se defender.

O caso foi registrado pelas autoridades competentes, e a suspeita permanece à disposição da Justiça.

Leia mais: Bahia é o segundo estado com mais mães solo no país; maioria pardas e pretas

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.