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Saiba para quais chefes do tráfico os advogados presos na Bahia atuavam

Os advogados, investigados por conexão com chefes do tráfico, eram responsáveis pela articulação entre os detentos e suspeitos em liberdade

Por Da redação.

Os nove advogados presos nesta sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata atuavam em favor de chefes do tráfico de drogas na Bahia. Informações obtidas pelo AratuON, mostram que os alvos na ação representavam os traficantes e atuavam em prol deles. 

Operação Sintonia de Gravata prende advogados

A classe trabalhava como interlocutor, mediante abuso das prerrogativas da classe e burlavam o isolamento e incomunicabilidade dos presos com o meio externo imposto em presídio de segurança máxima, com a finalidade de viabilizar a gestão de facções criminosas por suas lideranças presas, que também foram alvos das medidas 

Segundo as investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), os profissionais trabalhavam na atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções. 

Eles eram responsáveis pela articulação entre os detentos e suspeitos em liberdade. 

Advogados presos atuavam em favor de chefes do tráfico na Bahia

Segundo informações enviadas ao site, todos os presos nesta sexta tinham algum tipo de ligação com os chefes de facções criminosas. Alguns dos profissionais de defesa atuavam em favor e eram responsáveis por colaborar em planos criminosos de mais de um traficante, enquanto outros, auxiliava as atividades ilícitas de somente um. 

Veja para quais traficantes os advogados presos atuavam na Bahia: 

  • Maria Mariana Batista de Oliveira atuava e tinha relação com: 

Fábio Santana Oliveira, conhecido como Panda, liderança da organização criminosa intitulada Comando Vermelho, com atuação principal na cidade de Capim Grosso (BA) e região. 

José Lucas Silva Rocha, conhecido como “Índio”, integrante da organização criminosa Comando Vermelho (antiga PCE – Primeiro Comando de Eunápolis), com atuação na cidade de Eunápolis (BA).

Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho com atuação na cidade de Feira de Santana (BA)

  • Fernanda Oliveira Borges

Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como “Bolão, Crm Jr”, que é vinculado a organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e tem a principal área de atuação na cidade de Senhor do Bonfim – BA. 

  • Luã Santos da Costa: 

Wesley Willian Alves dos Santos

Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como Léo Gringo, uma das lideranças da Organização intitulada Bonde do Maluco no Estado da Bahia.

  • Icaro Cardoso Viana

Gleidson Bomfim do Nascimento 

Ademilton Mercês Alves 

Délcio Douglas Silva Oliveira 

  • Izabela da Silva de Oliveira 

Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como “Averaldinho"- é integrante e uma das lideranças da organização criminosa BDM, com atuação principal na cidade de Salvador

  • Luan Mascarenhas de Souza 

Francisleno de Jesus Nunes 

  • Joanderson Almeida dos Santos 

Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como “LEO GRINGO”.

  • Maria Tereza Novaes Martins 

Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega", uma das lideranças da Organização Criminosa intitulada Comando Vermelho – CV, com atuação na cidade de Feira de Santana (BA)

  • Tamires Felix Alves Silva 

Décio Douglas Silva Oliveira, conhecido como “Vaqueiro”, uma das lideranças da Organização Criminosa intitulada Bonde do Maluco

Operação prende advogados na Bahia

Além dos nove advogados, a operação também cumpriu 12 mandados judiciais contra detentos custodiados em unidades prisionais da Bahia. Ao todo, também foram expedidos 27 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram simultaneamente em Salvador e nos municípios de Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis outros envolvidos.

A Operação Sintonia de Gravata foi realizada de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil. As equipes seguem em campo para o cumprimento das medidas judiciais.

OAB se manifesta e avalia punições após prisão de advogados

A Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA) se pronunciou, nesta sexta-feira (3), após a prisão de advogados durante a Operação Sintonia de Gravata, que investiga um esquema de comunicação entre líderes de facções criminosas presos e integrantes das organizações criminosas em liberdade. 

Em nota pública, a OAB-BA afirmou que sua atuação durante o cumprimento dos mandados ocorreu em defesa das prerrogativas profissionais da advocacia, conforme previsto na legislação.

A presidente da Seccional, Daniela Borges, determinou que a Procuradoria Jurídica solicite ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acesso aos autos do inquérito para acompanhar as investigações.

Segundo a entidade, após a análise da documentação, o material será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA, que poderá adotar as providências cabíveis, incluindo a eventual suspensão preventiva dos advogados envolvidos, conforme prevê o Estatuto da Advocacia e o Código de Ética e Disciplina.

"A OAB-BA informa, ainda, que está prestando o suporte necessário para assegurar que os advogados constituídos pelos investigados tenham acesso aos autos, em observância às prerrogativas da advocacia e às garantias do contraditório e da ampla defesa", diz a nota.

 A Seccional ressaltou ainda que continuará acompanhando o caso e adotará as medidas institucionais cabíveis dentro de suas atribuições legais.

Primeira advogada trans da Bahia está entre presos por esquema em presídio

A advogada Fernanda Oliveira Borges, reconhecida como a primeira advogada trans da Bahia, está entre os profissionais presos durante a Operação Sintonia de Gravata. 

Segundo a Ordem dos Advogados (OAB), Fernanda atua na subseção de Serrinha, onde também exerce a função de presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero, no município. 

A advogada é formada em Direito pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário e pós-graduanda em Gênero e Sexualidade na Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Primeira Advogada Trans Da Bahia

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