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Bolsonaro tem prisão domiciliar mantida por Alexandre de Moraes

A medida foi anunciada nesta sexta-feira (3), depois que a defesa reforçou o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar

Por Victor Hernandes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a prisão domiciliar mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi anunciada nesta sexta-feira (3), depois que a defesa reforçou o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar.

Bolsonaro Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes. A decisão foi publicada depois que o ex-presidente permaneceu internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. 

Prisão domiciliar de Bolsonaro é mantida por Moraes 

A prorrogação da medida judicial chega após o prazo de 90 dias da prisão chegar ao fim no último dia 25. No entanto, Moraes avaliou a influência da apreensão de uma arma do ex-presidente. 

Foi analisado ainda o comportamento do ex-gestor nesses últimos dias. A defesa do ex-presidente afirmou que não há elementos que impeçam a prorrogação da domiciliar, já que não é possível considerar que a apreensão da arma com um auxiliar responsável pela sua segurança configura uma falta grave.

Os advogados falaram ainda que é “devidamente registrada e estava com o ex-presidente antes da condenação e da prisão”

Os profissionais alegaram também que Bolsonaro "nunca foi comunicado sobre eventual cassação do registro da arma ou mesmo de início do processo administrativo necessário para tanto" e que, portanto, "a manutenção da arma era legítima.

Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu a fase de dosimetria e condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. A pena deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado

A decisão foi tomada após a condenação do ex-presidente por crimes como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Além da pena de prisão, Bolsonaro também foi condenado a pagar 124 dias-multa, sendo o valor de cada dia fixado em dois salários mínimos. A sugestão inicial do ministro relator, Alexandre de Moraes, de um salário mínimo por dia, foi alterada por sugestão do ministro Flávio Dino, que argumentou sobre o "alto poder aquisitivo do ex-presidente".

Na definição da pena, Moraes considerou o agravamento por Bolsonaro ser o líder da organização criminosa, mas também aplicou atenuantes em todos os crimes, "em razão da idade avançada do ex-presidente".

O relator foi acompanhado por uma maioria de ministros na definição da sentença. Votaram com ele os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, que havia votado pela absolvição de Bolsonaro na fase de julgamento, optou por não participar da fase de definição da pena.

A votação foi finalizada com o voto do ministro Cristiano Zanin, que se posicionou contra os pedidos da defesa de anular o processo ou de transferi-lo para o plenário. Zanin também rejeitou o argumento de que as defesas não tiveram tempo suficiente para analisar as provas da Polícia Federal. Com seu voto, o placar para a condenação do ex-presidente e dos demais réus ficou em 4 a 1. A única divergência foi do ministro Luiz Fux, que votou a favor dos pedidos da defesa.

A maioria pela condenação foi consolidada ainda nesta quinta-feira (11) com o voto da ministra Cármen Lúcia, que se alinhou aos ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino.

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