Caixa assediada por gerente em Salvador receberá R$ 20 mil de indenização
Uma operadora de caixa denunciou ter sido vítima de assédio sexual praticado pelo gerente da empresa onde trabalhava, em Salvador
Por Bruna Castelo Branco.
Uma operadora de caixa que denunciou ter sido vítima de assédio sexual praticado pelo gerente da empresa onde trabalhava, em Salvador, deverá receber indenização de R$ 20 mil após decisão da Justiça do Trabalho da Bahia. A condenação foi mantida pela 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) e não cabe mais recurso.
Segundo o processo, a trabalhadora relatou ter sofrido episódios frequentes de assédio, incluindo apelidos como “diabinha” e “meu anjo”, além de toques considerados indevidos. Os fatos teriam ocorrido até 2025, ano em que ela foi demitida da empresa.

Durante a ação, uma testemunha afirmou que o gerente costumava fazer comentários de cunho sexual e chegou a convidar a funcionária para sair. Segundo o depoimento, ele teria dito que ela “não aguentaria meia hora com ele, porque era muito homem para ela”.
A empresa negou as acusações e alegou que as expressões utilizadas pelo gerente eram comuns no ambiente de trabalho. Também tentou reverter a primeira decisão judicial, mas a condenação foi mantida.
De acordo com o TRT-BA, o relator do caso, desembargador Luís Carneiro, destacou que a trabalhadora apresentou prints de conversas e áudios para comprovar os episódios. Ela relatou ainda que o gerente utilizava aplicativos de mensagens para enviar apelidos de conotação íntima e fazia comentários sobre sua aparência durante reuniões.
Uma testemunha afirmou que o gerente tinha o hábito de abraçar funcionárias, mexer nos cabelos delas e comentar sobre aparência e perfume. Em relação à operadora de caixa, o comportamento teria sido “mais avançado”.
O depoimento também aponta que o chefe passava a mão na perna e nas nádegas da funcionária, colocava a mão em sua nuca e fazia comentários sobre o tamanho da calcinha das empregadas.
Ainda segundo o relato, a trabalhadora não correspondia às investidas e chegou a chorar no ambiente de trabalho. Ao ser questionada sobre o motivo de não denunciar o caso ao proprietário da empresa, ela teria afirmado que tinha medo de perder o emprego, já que precisava sustentar a família.
A funcionária foi demitida por justa causa em maio de 2025, um dia antes de formalizar a ação trabalhista. A empresa alegou faltas, atrasos e uso de celular durante o expediente como justificativa para a dispensa.

No entanto, a sentença entendeu que a demissão ocorreu após a empregada manifestar a intenção de procurar a Justiça.
Durante o processo, a defesa da empresa também tentou invalidar os prints apresentados pela trabalhadora, argumentando que o material não havia sido formalizado por meio de ata notarial. Apesar disso, a 5ª Turma do TRT-BA concluiu que o conjunto de provas e os depoimentos foram suficientes para comprovar os episódios de assédio moral e sexual.
Abuso sexual em escola
O diretor da Escola Municipal Profª. Rita de Cássia Silva Santos, localizada em Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, foi preso na última terça-feira (5) suspeito de abusar sexualmente de um aluno autista de 16 anos.
O suspeito, identificado como Maxuel D'ajuda Santiago, é investigado pelo crime de estupro de vulnerável que teria ocorrido no dia 24 de abril deste ano após um passeio escolar.
Um mandato de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos. No local, um gravador foi apreendido.
De acordo com as investigações, o caso foi descoberto após o aluno contar para a mãe que teria sido constrangido pelo diretor. Ao explicar a situação, a vítima acabou contado sobre o abuso.
Segundo apuração da TV Santa Cruz, Maxuel D'ajuda Santiago nega ter cometido o crime. O caso segue sendo investigado.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).