“Não vou parar até Bolsonaro ser livre”, diz conselheiro de Trump

Conselheiro sênior das campanhas de Trump, Jason Miller tem feito críticas ao STF brasileiro nas redes sociais

Por Júlia Naomi.

O ex-estrategista da campanha de comunicação de Trump, Jason Miller, afirmou que "não vai parar" até que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) "esteja livre". A declaração foi feita neste domingo (10), em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).

Conselheiro de Trump, Jason Miller, tem publicado críticas à atuação do STF em  relação a Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

"Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre", escreveu, em resposta a um usuário da rede social que dizia: "É mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro". O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, comentou a postagem com bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil.

O ex-presidente do Brasil está em prisão domiciliar decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, desde a última segunda-feira (4/8), após descumprimento de medidas restritivas.

Conselheiro de Trump tem publicado críticas à condução do processo de Bolsonaro pelo STF

O empresário Jason Miller, que atuou como estrategista da campanha de comunicação de Trump, tem publicado críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo em que Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado.

Em uma publicação anterior, Jason Miller escreveu, em tom de ameaça “Libertem Bolsonaro… ou então”. A mensagem foi publicada em resposta a uma reportagem do jornal O Globo, na qual um político que não quis se identificar afirma que outros ministros da Corte estão “apavorados” com a possibilidade de serem enquadrados na Lei Magnistky.

Jair Bolsonaro e Donald Trump durante jantar. Foto: Reprodução / Alan Santos

A legislação norte-americana foi criada durante o governo Brack Obama, em 2012, e prevê sanções econômicas a acusados de corrupção e graves violações de direitos humanos. Em 30 de julho, Moraes foi sancionado pelo governo dos EUA, com a imposição de medidas restritivas como o bloqueio de de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano.

Principal articulador da aprovação da Lei Magnitsky, o investidor britânico William Browder, discorda da aplicação da medida contra Moraes. "As sanções impostas ao juiz não têm nada a ver com violação de direitos humanos e têm tudo a ver com acerto de contas político. Donald Trump disse isso, disse que não está satisfeito com esse juiz, porque ele está processando o seu amigo Jair Bolsonaro", declarou, em entrevista ao Fantástico.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmou que essa manifestação caracteriza um “novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que, recentemente, derrotou uma tentativa de golpe de Estado” e manifestou “absoluto rechaço às reiteradas ingerências do governo norte-americano em assuntos internos do Brasil”. As declarações foram feitas em resposta ao Metrópoles.

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